Empresas Vodafone "antecipa" velocidades da quarta geração nos telemóveis

Vodafone "antecipa" velocidades da quarta geração nos telemóveis

Vodafone explica porque disputou lotes para a quarta geração móvel que nem TMN nem Optimus quiseram. Vamos reforçar a posição de liderança no serviço , garante.
Pedro Santos Guerreiro 01 de dezembro de 2011 às 17:12
A Vodafone explicou hoje em conversa com o Negócios por que razão foi o único operador que disputou dois dos lotes leiloados esta semana, no âmbito do leilão para a quarta geração móvel. A multinacional, que assim liderou o investimento entre todos os operadores, nega qualquer relação entre este leilão e problemas anteriores no serviço de terceira geração. E diz que pagou o mínimo que o Estado exigiu.


O leilão para a concessão de licenças de quarta geração móvel (habitualmente designada pela sigla LTE) decorreu esta semana. Depois de a Zon ter anunciado dois dias antes a sua desistência, ficaram para a disputa final os operadores Vodafone, PT e Optimus. PT e Optimus compraram, ambas, blocos nas faixas de 800 megahertz, 1800 megahertz e 2600 e megahertz, por 113 milhões de euros cada uma. A Vodafone comprou, além disso, também um lote de 900 megahertz por 30 milhões de euros e um segundo lote nos 2600 megahertz (TDD) por três milhões de euros. No total, a Vodafone investiu assim 146 milhões de euros. Dois lotes do concurso ficaram vazios: um de 900 e outro de 2600 megahertz.

“Vamos reforçar a liderança de serviço”

A Vodafone foi assim a empresa que mais investiu na aquisição de direitos de utilização de frequências para a quarta geração móvel. Ontem, o Negócios noticiou que a compra adicional de um bloco na faixa de 900 MHz (uma faixa de terceira geração) permitiria reforçar a oferta em terceira geração (3G) e, ao mesmo tempo, resolver uma contra-ordenação que a Anacom aplicou no início deste ano à empresa precisamente por falta de cobertura de serviço. Hoje, fonte da administração da Vodafone negou qualquer relação entre uma coisa e outra.

“Já temos em Portugal a única rede que permite a melhor velocidade de dados disponível, de 43 megabits por segundo. Com o LTE [quarta geração móvel], será um dia possível ter velocidades de 100 megabits por segundo. Mas essa velocidade só acontecerá quando o próprio LTE estiver disponível, além de outros aspectos, como a oferta dos próprios terminais. Nada disso é imediato. Mas com a faixa de 900 MHz, a Vodafone poderá antecipar uma velocidade de dados que só a o LTE dará mais tarde. A Vodafone vai assim alargar a cobertura qua já tem dos 43 megabits e melhorá-la dentro de edifícios”, detalhou a mesma fonte oficial da empresa.

Isto justifica, segundo a empresa, o investimento adicional da Vodafone em relação aos outros operadores. “Vamos reforçar a liderança de serviço. Por que é que os outros operadores não investiram nestas faixas? Vai ter de perguntar-lhes…”, ironiza a mesma fonte, que acha "curioso" que o facto de a Vodafone ter sido o operador que mais investiu neste concurso de Portugal não esteja a ser valorizado.

As questões surgiram também pelo custo suportado pela Vodafone, de 30 milhões para a faixa de 900 Mhz e de três milhões para o lote 2.600 TDD. "Eram os preços de reserva", ou seja, os mínimo da licitação. “Se são caros? Esta é a nossa estratégia: melhorar a qualidade do serviço. Esta é uma opção estratégica da Vodafone".

Multa da Anacom já foi paga

Como o Negócios ontem relembrou, a Vodafone foi multada no início deste ano pelo regulador, a Anacom, em 750 mil euros, por não ter cumprido aquilo a que se propusera no concurso de atribuição de licenças móveis de terceira geração, o UMTS. Hoje, a empresa revelou que já pagou essa multa “resolvendo e fechando a questão”.

Questionada se, depois do pagamento dessa multa, a Vodafone tem hoje cobertura suficiente na terceira geração, cumprindo portanto os requisitos do concurso UMTS, a fonte oficial da empresa não deu uma resposta cabal de “sim” ou “não”, apesar da insistência do Negócios para que assim fosse. O que frisou foi que a contra-ordenação da Anacom foi resolvida e que o leilão desta semana “é completamente independente” do leilão. “Nada dependia deste lote de 900 Mhz; o leilão não é determinante nem é requisito para nada que conste das nossas obrigações”.





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