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Vodafone Telecel diz clientes UMTS em 2003 serão 5% do total (act)

A Vodafone Telecel estima que no final de 2003 a base de clientes no UMTS será 5% do total dos clientes da segunda maior operadora móvel, disse António Carrapatoso, prevendo que o UMTS irá afirmar-se em 2004 e reafirmando o plano de investimentos de 2002.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Janeiro de 2002 às 14:34
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A Vodafone Telecel estima que no final de 2003 a base de clientes no UMTS será 5% do total dos clientes da segunda maior operadora móvel, disse António Carrapatoso, prevendo que o UMTS irá afirmar-se em 2004 e reafirmando o plano de investimentos de 2002.

Segundo afirmou António Carrapatoso em conferência de imprensa para apresentação dos resultados relativos ao terceiro trimestre fiscal de 2002, «o Universal Mobile Telecommunications System (UMTS), terceira geração móvel, está realmente atrasado».

A Autoridade Nacional de Telecomunicações (Anacom), regulador do mercado de telecomunicações, determinou que a terceira geração móvel deverá ser lançada em Portugal até 31 de Dezembro do presente ano.

Para o presidente da Vodafone Telecel nessa data será lançada «uma fase experimental do serviço», pelo que o mesmo responsável só acredita na «afirmação do UMTS a partir de 2004».

«Pode mesmo haver algumas derrapagens sobre as nossas perspectivas de hoje», sublinhou Carrapatoso.

Este atraso deriva da falta de equipamentos terminais disponíveis pelos fabricantes.

No final do próximo ano, Carrapatoso acredita que «5% dos clientes serão da tecnologia UMTS».

A tecnologia intermédia entre a actual e o UMTS, o GPRS, segundo Carrapatoso «ainda tem muito para oferecer».

A Vodafone Telecel perspectiva que, no final de 2003, cerca de 10% dos seus clientes utilizem a tecnologia GPRS que, permite o acesso permanente à Internet.

António Coimbra, vice-presidente da Vodafone Telecel [TLE] para a área de comunicação, revelou hoje na referida conferência de imprensa que «no Natal de 2002, 50% das vendas de equipamentos terminais serão de GPRS».

Aposta do GPRS em Abril; equipamentos no valor de 200 euros

A partir de Abril, a operadora nacional espera que preço dos terminais de GPRS ronde os «200 euros (40 mil escudos)», altura em que vão apostar nesta tecnologia, disse António Coimbra.

O mesmo responsável adiantou que nessa data esperam que os fabricantes de terminais disponibilizem equipamentos a um preço mais baixo do que o actual, que ronda os 500 euros.

No entanto, numa primeira fase só cerca de «10%» dos clientes irão utilizar esta tecnologia intermédia.

Actualmente, 1% dos clientes utilizam a tecnologia GPRS.

Carrapatoso reafirma investimentos em 2002 até 270 milhões de euros

A Vodafone Telecel perspectiva investir, em 2002, na ordem dos 230 a 270 milhões de euros, reiterou hoje António Carrapatoso.

Deste montante, a Vodafone Telecel prevê investir cerca de «20 a 30%» na tecnologia UMTS.

No final do ano fiscal de 2001, a Vodafone Telecel deverá ter investido no intervalo entre 200 a 220 milhões de euros, acrescentou Carrapatoso.

Nos próximos anos, a operadora nacional vai baixar o nível de investimentos, devido à finalização dos capitais necessários para o desenvolvimento do UMTS.

O nível de investimentos será na ordem dos «100 a 120 milhões de euros».

Carrapatoso reafirmou que a penetração dos móveis em Portugal vai alcançar a maturidade no final de 2002, com uma taxa de penetração real na ordem dos 85% a 86%.

O crescimento das receitas móveis entre 2001 a 2005 deverá atingir os 6 a 10%.

A estimativa da operadora é que o EBITDA ou resultados antes de juros, impostos e depreciações e amortizações cresça, em média 10% ao ano, acrescentou Carrapatoso.

No final do terceiro trimestre fiscal de 2001, a Vodafone Telecel registou um lucro líquido de 83,9 milhões de euros, o que representou um crescimento de 34% face a igual período do ano passado.

As acções da Vodafone Telecel cotavam nos 9,61 euros 0,31%.

Por Bárbara Leite

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