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Vodafone Telecel pode recorrer à UE para impedir abuso de concorrência com acordo entre TMN e ONI

A Vodafone Telecel pode recorrer à UE para impedir que o acordo de «roaming» estabelecido entre a TMN e a ONI distorçam a concorrência do mercado móvel nacional, disse Paulo Rodrigues da Silva, vice-presidente da Telecel em entrevista ao Negocios.pt.

Bárbara Leite 13 de Novembro de 2001 às 18:04
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A Vodafone Telecel pode recorrer à União Europeia (UE) para impedir que o acordo de «roaming» estabelecido entre a TMN e a ONI distorçam a concorrência do mercado móvel nacional, disse Paulo Rodrigues da Silva, vice-presidente da Telecel para a área de tecnologia em entrevista ao Negocios.pt.

O vice-presidente da Vodafone Telecel em entrevista, avançou a preocupação da segunda maior operadora nacional de telefonia móvel é que possam haver algumas distorções à concorrência» com o acordo entre a TMN e a ONI que permitirá a esta última a entrada no mercado de telefonia móvel antes do UMTS.

Paulo Rodrigues da Silva lembrou que a preocupação «resulta do facto de se tratarem de duas empresas onde o Estado tem uma participação e onde tem ainda uma posição importante».

O mesmo responsável afirmou que «não chegámos em processo de negociações» com a ONI para a celebração do acordo de «roaming».

A ONI Way, operadora da ONI que é liderada pela Electricidade de Portugal (EDP) é a única empresa que garantiu uma licença para operar no Universal Mobile Telecommunications System (UMTS) e não opera já na telefonia móvel.

No entanto, o acordo estabelecido com a TMN vai permitir entrar no mercado ainda com a tecnologia GSM/GPRS.

O Banco Comercial Português (BCP), a Galp Energia, a Brisa são os restantes accionistas de referência da ONI que poderão ser clientes do novo prestador de telefonia móvel.

Paulo Rodrigues da Silva não mostrou receio com a entrada do novo prestador, afirmando que «temos vantagens competitivas no serviço» para clientes empresariais.

A partilha de infra-estruturas no UMTS deverá ser alargada à rede básica, disse Paulo Rodrigues da Silva, estando a Vodafone nacional disposta a partilhar investimentos também com a TMN e a ONI.

A Vodafone Telecel prevê lançar os serviços de telefonia móvel de terceira geração em Janeiro de 2003, mas a operadora nacional liderada por Carrapatoso pretende desenvolver serviços de valor acrescentado no GPRS.

Em entrevista, Paulo Rodrigues da Silva adiantou que a Vodafone Telecel não tenciona subsidiar os equipamentos terminais na terceira geração, visto que deixou de ser racional num mercado com elevada penetração móvel.

A área de telefonia fixa é complementar da área móvel da Vodafone Telecel, acrescentou o vice-presidente da operadora nacional, adiantando que está disposta a criar uma empresa de transmissão para concorrer com a Portugal Telecom (PT).

As acções da Vodafone Telecel encerraram nos 8,48 euros (1.700 escudos) a subir 5,87%.

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