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Votorantim com alternativas à Secil na Europa

A Votorantim quer entrar no mercado europeu. Ainda que mantenha contactos para a compra de 41% do capital da Secil, a cimenteira brasileira está mesmo apostada na sua internacionalização para este lado do Atlântico.

Bárbara Leite 06 de Janeiro de 2004 às 08:28
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A Votorantim quer entrar no mercado europeu. Ainda que mantenha contactos para a compra de 41% do capital da Secil, a cimenteira brasileira está mesmo apostada na sua internacionalização para este lado do Atlântico.

"A Votorantim aposta na internacionalização como estratégia de crescimento", disse ao Jornal de Negócios fonte oficial da cimenteira brasileira.

A empresa admite que "Portugal está sendo analisado" entre o rol de alternativas para a expansão para a Europa, mas "nada está definido". No exterior, a Votorantim conta com fábricas no Canadá adquiridas em 2001 e 50% do capital da Suwannee American Cement, na Flórida, comprada no início de 2003.

"Temos olhado pouco para o exterior. O processo de internacionalização é recente", destacou a mesma fonte brasileira.

Em entrevista ao jornal brasileiro "Estado de São Paulo", o presidente do grupo, António Ermínio de Moares, admitiu ter interesse em comprar uma fábrica de cimento na Europa.

A responsável da cimenteira assegura que Portugal é uma alternativa, tanto que "houve contactos e até visitas" à Secil. Todavia o grupo assegura que nada está concretizado.

A família Queiroz Pereira assumiu, publicamente, estar a prosseguir negociações para a venda dos 41% na Secil que os parceiros dinamarqueses venderam por dificuldades financeiras.

Conforme anunciou o Jornal de Negócios, a Votorantim integra uma "short list" de três candidatas à compra dessa participação na segunda maior cimenteira nacional. Os italianos da Caltagirone e os irlandeses da CRH também se encontram nesta corrida.

Apesar de não ter definido a forma de internacionalização, a Votorantim entende que, para vender na Europa, tem que estar com operações neste Continente.

"É que o custo do transporte do cimento, tornaria as operações do Brasil para a Europa, muito pouco rentáveis", justifica a mesma fonte. A Votorantim é líder no segmento de cimento e cal e produz, por ano, 28 milhões de toneladas.

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