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WikiLeaks: Apple, Samsung e Microsoft reagem aos documentos da CIA

Documentos vazados pela rede apontam que a agência de espionagem norte-americana consegue fazer escutas através de telemóveis e de televisões, assim como atacar computadores à distância.

Reuters
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 08 de Março de 2017 às 10:27
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Algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo reagiram às revelações sobre a CIA feitas pelo WikiLeaks. A rede de divulgação de informações secretas publicou milhares de documentos que revelam as técnicas que a agência de espionagem norte-americana utiliza para fazer escutas através dos microfones dos telemóveis e das televisões inteligentes, e para atacar computadores. A CIA não fez comentários sobre a autenticidade dos documentos.

Em reacção, a Apple disse que "trabalha constantemente" para aumentar a segurança dos iPhones e que muitas das vulnerabilidades identificadas nos documentos já foram resolvidas na última versão do sistema operativo Ios. A marca norte-americana aconselha também os seus clientes a descarregarem a versão mais actualizada do Ios, disse citada pela BBC esta quarta-feira, 8 de Março.

Já a Google recusou comentar as alegações que a CIA era capaz de "penetrar, infestar e controlar" telemóveis que usam o sistema operativo Android.

Nos mais de 8.700 documentos vazados - conhecido por "Vault 7" - também surge informação sobre como é que a CIA consegue fazer escutas através dos televisores inteligentes da Samsung, série F8000.

Os documentos relatam que a CIA consegue "infestar" estas televisões e programá-las para ficarem aparentemente desligadas, em modo "Fake Off". Desta forma, as televisões servem de escuta, gravando as conversas que estão a decorrer na sala, e enviando-as via internet para um servidor da CIA, relata o Guardian.

Em resposta, a companhia sul-coreana disse que "proteger a privacidade dos consumidores" é uma "prioridade na Samsung", que diz estar a "olhar urgentemente para a matéria".

Os documentos também indicam que a CIA criou software malicioso para atacar computadores que usem o sistema operativo Microsoft Windows. "Estamos conscientes do relatório e estamos a olhar para ele", disse um porta-voz da Microsoft citado pela BBC.

A Fundação Linux, por seu turno, não reagiu às alegações que a CIA criou sistemas de "controlo e ataque" com o poder de atacar computadores que funcionam à base de software Linux.
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