Tecnologias YouTube cria clubes de fãs para utilizadores diversificarem receitas

YouTube cria clubes de fãs para utilizadores diversificarem receitas

A plataforma de partilha de vídeos YouTube, pertencente à Google, anunciou esta quinta-feira novas formas de diversificar as receitas: as suas e as dos utilizadores mais populares.
YouTube cria clubes de fãs para utilizadores diversificarem receitas
Reuters
Carla Pedro 22 de junho de 2018 às 02:28

O YouTube anunciou que os seus utilizadores com mais de 100.000 seguidores podem criar clubes de fãs dos seus serviços. Esta é uma das novas formas a plataforma de partilha de vídeos e seus utilizadores poderem obter mais receitas.

 

Os criadores desses vídeos mais populares podem escolher o nome do seu clube de fãs e os benefícios que pretendem oferecer (já que os membros pagarão para pertencer ao clube) – mas tudo estará sujeito à aprovação da equipa do YouTube, refere a Reuters.

 

Esta plataforma da Google (que por sua vez é detida pela Alphabet) anunciou também que os criadores que descarregam vídeos no YouTube podem personalizar artigos de merchandising através do serviço Teespring, vendendo-os depois numa nova secção que estará situada na parte inferior dos vídeos.

 

Segundo a Reuters, a Teespring está a reduzir os seus preços, no âmbito deste acordo, de modo a que os criadores possam ter 1 dólar adicional de lucro por cada artigo durante o ano de 2019 e pagar ao YouTube uma pequena comissão.

 

A Google sublinhou que estas novas características do YouTube fazem parte do investimento da empresa na redução da dependência dos anúncios publicitários para obtenção de receitas – isto porque cada vez mais os anunciantes não querem ser associados a determinados conteúdos, como vídeos de músicas "picantes" ou de acrobacias "malandras".

 

A empresa não quantificou o investimento nesta chamada "monetização alternativa", mas referiu que o YouTube fica com 1,5 dólares mensais por cada 5 dólares de mensalidade de cada membro – de modo a justificar os recursos envolvidos, que passam, por exemplo, por disponibilizar software aos criadores para gerirem a interacção com os seus fãs, como o envio de vídeos personalizados de parabéns aos membros dos clubes nos seus aniversários.

 

Amy Shira Teitel, que coloca no YouTube vídeos da área das ciências, disse à Reuters que conquistou 103 subscritores desde que começou a testar a funcionalidade dos clubes de fãs.

 

Esses 300 dólares extra por mês permitiram-lhe expandir a sua investigação, incluindo visitar importantes arquivos em Washington, D.C. Em troca, mantém conversas online com os membros do seu clube, onde fala sobre o livro que está a escrever.




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