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Zeinal "bate" Telefónica e alinha com Granadeiro

A Portugal Telecom emitiu ontem 750 milhões de euros em obrigações, numa operação feita numa hora, a um custo menor do que as anteriores emissões - e aproximando-se como nunca das condições da Telefónica.

Pedro Santos Guerreiro psg@negocios.pt 27 de Outubro de 2009 às 07:34
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A Portugal Telecom emitiu ontem 750 milhões de euros em obrigações, numa operação feita numa hora, a um custo menor do que as anteriores emissões - e aproximando-se como nunca das condições da Telefónica. PT e Telefónica lançaram ontem de manhã emissões de dívida, ambas em euros e com uma maturidade de 10 anos.

A Telefónica colocou 1,75 mil milhões de euros, para as quais teve uma procura 5,7 vezes superior (dez mil milhões). Já a PT abriu o livro para 500 milhões, teve procura nove vezes superior (4,5 mil milhões) e acabou por fechar nos 750 milhões. As duas operações tiveram sucesso. Mas nunca a PT pagou tão pouco mais do que a Telefónica numa operação destas.


Em declarações ao Negócios, Zeinal Bava clarificou: a operação aumenta a maturidade da dívida da PT "para mais de seis anos e mantivemos o nosso custo da dívida, incluindo a dívida no Brasil, nos 5%". Para o presidente executivo, a rapidez da execução da operação "demonstra a credibilidade da PT nos mercados de capitais e o conhecimento profundo dos investidores, e a sua confiança na estratégia da PT".

Sobre a quebra de confiança no conselho de administração, assumido por Henrique Granadeiro no sábado ao "Expresso", por causa dos financiamentos dos fundos da PT em fundos da Ongoing, Zeinal garante que esta emissão de dívida é a prova de que a equipa está coesa: "Esta operação teve o apoio do nosso conselho de administração na sexta-feira, o que demonstra o excelente nível de cooperação existente. Esta agilidade permitiu à PT aceder aos mercados nos melhores 'timings'."

O CEO alinha na defesa da PT neste processo, assumindo que, "tal como foi dito, houve uma mudança de procedimentos" nos investimentos da PT Prestações, "que foi corrigida após o conselho de administração de Julho". Zeinal Bava conclui: "Não há divergências entre accionistas e estamos todos coesos e interessados em reforçar ainda mais as melhores práticas que guiam a nossa empresa, tal como já foi dito por mim e reforçado pelo nosso presidente do conselho de administração.

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