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Zon e Sonaecom em máximos de mais de um ano

Como se esperava as acções de ambas as operadoras reagiram em forte alta ao anúncio de negociações para fusão. O BPI e o Caixa BI suspenderam a cobertura das acções.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Dezembro de 2012 às 09:23

Na sexta-feira à tarde, já depois do fecho da bolsa nacional, Isabel dos Santos, que detém a Kento e a Jadeium, e a Sonaecom confirmaram que deram início às negociações para uma fusão entre a Zon e a Optimus.

 

As empresas acordaram que considerariam como aceitável uma relação de troca baseada numa valorização da Zon correspondente a 150% da Optimus, sem prejuízo de considerarem uma relação de troca diferente que as administrações da Optimus e da Zon venham a considerar mais adequada.

 

Um anúncio que está a ter um impacto positivo nas acções, esta manhã.

 

A dona da TV Cabo lidera os ganhos, sobe 10,52% para os 3,11 euros, depois de ter já disparado 17,27% para os 3,30 euros, o valor mais elevado desde Julho de 2011. Já a empresa liderada por Ângelo Paupério soma 8,92% para os 1,673 euros, tenho já avançado 17,19% para um máximo de Abril de 2010 (1,80 euros).

 

Em máximos de Julho de 2011 tocou também a Sonae SGPS ao negociar nos 0,737 euros. A empresa, que detém 53,17% da Sonaecom, sobe 4,95% para os 0,70 euros.

 

Mas, outros accionistas das empresas estão em alta na sessão de hoje. É o caso do BES, que aprecia 1,04% para os 0,875 euros. O banco detém directa e indirectamente 13,69% da Zon Multimédia. Já o BPI, banco no qual Isabel dos Santos controla mais de 19%, detém 7,55% da mesma empresa. O banco aprecia 1% para os 0,909 euros.

 

O banco de investimento do BPI suspendeu a cobertura destas acções. O mesmo fez o Caixa BI, sugerindo que ambos os bancos estarão envolvidos na operação.

 

Tal como tinha afirmado ao Negócios, na sexta-feira, um analista do sector que preferiu não ser identificado, “já tem sido parcialmente antecipado pelo mercado, mas continuo a acreditar que as acções estarão fortemente suportadas na segunda-feira”.

 

As acções “vão reagir de forma positiva, mas não vão subir os 22% que se refere ao potencial de valorização tendo em conta as sinergias estimadas [entre os 320 e os 330 milhões de euros]”, afirmou também Pedro Lino. Para o administrador da Di Broker, “é um negócio positivo. A fusão das duas empresas vai criar um operador que pode efectivamente ser concorrente da PT e com músculo financeiro”.

 

 

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