Tecnologias Zuckerberg despercebido, realidade virtual e internet das coisas marcam feira de Barcelona

Zuckerberg despercebido, realidade virtual e internet das coisas marcam feira de Barcelona

Durante quatro dias Barcelona esteve imersa num mundo virtual, onde a internet das coisas e o 5G brilharam. Os dois mil expositores apresentaram as soluções do futuro para controlar a casa, o carro e até os pagamentos.
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Fotos Bloomberg
Sara Ribeiro 25 de fevereiro de 2016 às 21:30

"Já teve algum sonho do qual estivesse certo que fosse real? E se fosse incapaz de acordar desse sonho, como conseguiria distinguir a diferença entre o mundo do sonho e o mundo real?". A frase é de Morpheus, personagem da conhecida trilogia de ficção científica Matrix, que estreou em 1999. Passados 17 anos, os cenários dos universos paralelos do filme protagonizado por Keanu Reeves passaram a ser quase uma realidade, pelo menos na feira de comunicações móveis que decorreu em Barcelona de 22 a 25 de Fevereiro.

 

Depois da euforia dos mais de 90 mil visitantes no primeiro dia para ver e testar os novos smartphones e outros dipositivos móveis lançados pelas gigantes do sector, a realidade virtual e a internet das coisas (IoT na sigla em inglês, e que consiste em interligar vários objectos do quotidiano) dominaram o evento nos restantes dias.

 

Foram várias as demonstrações de soluções para controlar o frigorífico, as luzes, o aquecimento e até o carro a partir do smartphone. Soluções que estão cada vez mais próximas de fazer parte do dia-a-dia dos consumidores, e serão impulsionadas com a quinta geração móvel (5G), cuja implementação está prevista na Europa para 2020.

 

Apesar de o 5G ainda estar a ser desenvolvido, estima-se que atinja uma velocidade de download de 10 Gbps, ou seja, dez vezes superior face à actual rede.

 

Foram vários os stands, como da Ericsson, AT&T, Orange, Nokia, Vodafone entre outras centenas, que aproveitaram o palco do Congresso Mundial de Comunicações Móveis para mostrar de que maneira o 5G pode alterar o sector, principalmente no que toca a aplicações para carros autónomos.

 

Como a nova geração de rede móvel vai atingir velocidades estonteantes, também permitirá ter menor latência (período de espera entre dados) e ser uma peça-chave para o desenvolvimento de aplicações, nomeadamente para os carros inteligentes. Isto porque permite acelerar o controlo do veículo caso encontre um obstáculo na via por exemplo. A Nokia foi uma das empresas que fez uma demonstração prática para esta situação através de um conjunto de carros em miniatura que circulavam numa pista com o trajecto em forma de oito e assim que alguém colocava a mão ou outro objecto à frente, parava automaticamente a uma distância de segurança sem bater nos restantes.

 

Aliás, ao longo dos oito pavilhões da feira, foram centenas os stands que apresentaram soluções do futuro para o sector automóvel, também assentes na IoT. Aplicações que garantem wi-fi em qualquer veículo e que permitem controlar as portas do carro a partir de casa ou do escritório foram algumas das demonstrações que chamaram a atenção dos visitantes.

 

O futuro da tecnologia

 

A realidade virtual também brilhou na última semana em Barcelona, até antes da abertura das portas da feira. O evento da Samsung que decorreu no domingo, o Unpacked, marcou a entrada no mundo virtual que depois foi expandida para o resto da feira.

 

Para apresentar os novos membros da família Galaxy, o S7 e o S7 Edge, a marca sul-coreana brindou os cinco mil convidados com uma apresentação fora do normal, e que deu muito que falar.

 

Os jornalistas, parceiros e convidados do evento, conheceram os novos equipamentos da Samsung através dos óculos de realidade virtual da marca. Enquanto assistiam e se debatiam com um universo paralelo, Mark Zuckerberg passeou calmamente no pavilhão, não tendo nenhum dos presentes dado conta da presença do fundador do Facebook.

 

O momento foi divulgado depois do evento por Zuckerberg na sua página do Facebook, e gerou algumas reacções críticas nas redes sociais sobre o que o futuro da tecnologia pode trazer, os perigos que a imersão na realidade virtual podem trazer para a vida real.

 

Ameaças que não parecem ter causado receios aos visitantes da feira, que todos os dias esperavam nas filas dos stands dos fornecedores como a HTC, GoPro ou Samsung, para experimentarem os novos óculos de realidade virtual. Até no terceiro dia do evento, que contou com muito menos pessoas face aos anteriores, a curiosidade para experimentar os novos equipamentos era visível nas filas com dezenas de pessoas em espera.

 

Mas, o cenário da trilogia Matrix não fica por aqui. Filmar a 360 graus, fazer pagamentos através de sistemas de biometria e até de uma "selfie", controlar um carro remotamente ou o veículo detectar se o condutor está apto para conduzir foram algumas das propostas que os expositores apresentaram. A última chegou pelas mãos da Acer e consiste num capacete que mede as ondas cerebrais, permitindo assim medir o grau de cansaço do condutor. Esta solução, ainda em fase de testes, é depois transmitida para o veículo através, mais uma vez, da internet das coisas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 




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