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Abengoa fecha 2015 com prejuízos de 1.213 milhões

A companhia, que espera concluir as negociações com os credores ainda este mês, justifica as perdas verificadas no ano passado com o reflexo de medidas necessárias à sua viabilização.

Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 01 de Março de 2016 às 11:25
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A empresa espanhola de engenharia e energias renováveis Abengoa, a braços com a negociação de um plano de viabilidade com os credores, encerrou o exercício de 2015 com perdas de 1.213 milhões de euros, depois de reflectir encargos de 878 milhões de euros relacionados com a estratégia de recuperação. O prejuízo compara com 125 milhões de lucros no final de 2014.

De acordo com os dados comunicados ao regulador espanhol dos mercados (CNMV), a empresa apresentou receitas de 5.755 milhões de euros (menos 19,52% que no final de 2014), ao passo que os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ficaram cortados a quase um terço, passando para 515 milhões de euros.

O mercado americano confirmou-se como o mais importante para as receitas da companhia, sendo responsável por 65% da sua facturação. 

A saída de empresas do perímetro de consolidação da Abengoa permitiu reduzir o passivo para os 16,6 mil milhões de euros, ao passo que a dívida bruta consolidada caiu 888 milhões para os 9.395 milhões de euros.

No comunicado, a empresa realça o contratempo sofrido com o abrandamento e mesmo paragem de algumas das obras em que participava desde o início do mês de Agosto, que resultou da redução da posição de liquidez por dificuldade de acesso aos mercados e cancelamento de linhas de crédito. A empresa acabaria por se apresentar a pré-concurso de credores em Novembro passado.

A companhia tem em curso desde essa data um processo de refinanciamento, que espera ver concluído ainda este mês, de que resultará um balão de oxigénio financeiro para poder aplicar o seu plano de viabilidade. A estratégia de regresso ao mercado passa por finalizar os projectos em curso, fornecer projectos de engenharia e construção "chave na mão", reequacionar a participação futura em concessões, reavaliar os volumes de produção esperados e vender activos não estratégicos.

Para ser executado, o plano pressupõe necessidades financeiras para este ano e para o próximo de 1.130 milhões de euros, a que se juntam mais 525 milhões de euros a aplicar este ano em garantias. No total, 1.655 milhões de euros de dinheiro fresco. Já a saída de projectos que exigem maior músculo financeiro terá uma redução de custos esperada de 2.095 milhões de euros nos próximos dois anos.

Os títulos da Abengoa ganhavam 2,56% para 0,52 euros na bolsa de Madrid às 11:15.

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