Energia Americanos do Capital Group que desinvestiram na EDP reforçam na REN

Americanos do Capital Group que desinvestiram na EDP reforçam na REN

No ano passado, os americanos do Capital Group abdicaram da participação qualificada que detinham na EDP, depois de terem chegado a deter 10%. Estes investidores continuam contudo a olhar para Portugal, e investem agora na REN.
Americanos do Capital Group que desinvestiram na EDP reforçam na REN
Reuters
Ana Batalha Oliveira 08 de março de 2019 às 18:22
O Capital Group passou a deter uma participação qualificada na REN, de mais de 3,5%, quando anteriormente não atingia o patamar dos 2%. Este reforço acontece depois de o mesmo grupo norte-americano ter desinvestido sucessivamente noutra empresa nacional do mesmo setor, a EDP.

O fundo americano alterou a participação que detinha através de dois veículos, o Smallcap World fund e o Capital Income Builder (CIB). O primeiro reduziu a zero as ações representativas e o segundo passa a deter 24.355.192 ações representativas de 3,6504% do capital social da REN, comunica a operadora das redes de distribuição nacionais em comunicado enviado à Comissão dos Mercados de Valores Mobiliários. A alteração, apesar de ter sido apenas comunicada esta sexta-feira, 8 de março, tem data de 25 de fevereiro.

No passado mês de outubro, a EDP informou que o Capital Group tinha baixado a respetiva participação do patamar mínimo para as participações qualificadas, os 2%, "deixando nesta mesma data o Capital Group de deter qualquer participação no capital social e direitos de voto da EDP", explicou a elétrica. Esta não foi, contudo, a alteração mais substancial na participação dos norte-americanos na EDP. No início do mesmo mês, o fundo já tinha comunicado uma redução da sua participação na empresa de 10% para 2,985%

Na altura em que se verificou a maior redução da participação do Capital Group na elétrica, o presidente da EDP, António Mexia, alegou que esta mudança era reflexo da instabilidade regulatória enfrentada pela empresa, na sequência da decisão do Governo de forçar a elétrica a devolver a sobrecompensação de 285 milhões de euros no âmbito dos CMEC.
 

"Tivemos um grande accionista, o segundo maior, a deixar a empresa. As regras do jogo e os contratos são supostamente para cumprir. O que vemos hoje é basicamente a reação do mercado com base em medidas que afetam a estabilidade", declarou António Mexia à Bloomberg.


O Capital Group deteve pela primeira vez uma participação qualificada na EDP em janeiro de 2013, adquirindo uma fatia de 2% que chegou a crescer até aos 17,07% em 2015.






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