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Analistas: Wingat pode não ser viável mas prova que há petróleo na Baía das Baleias

A Galp Energia anunciou que a primeira de três prospecções feitas na Baía das Baleias não é viável do ponto de vista comercial. Ainda assim, para os analistas nem tudo são más notícias porque os resultados mostram que há petróleo naquelas áreas.

Bloomberg
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 21 de Maio de 2013 às 13:15
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À primeira vista os analistas do BES e do BPI parecem discordar quanto à notícia divulgada esta manhã pela Galp Energia, sobre a viabilidade comercial da primeira fase de prospecções a serem feitas na Baía das Baleias, na Namíbia.

 

O BES Investimento (BESI) diz que o resultado da prospecção que demonstrou a existência de petróleo e rochas ricas em carbono orgânico na janela de geração petrolífera é “positivo”. Já o BPI Equity Research atribui um impacto “neutral a negativo” à notícia de que o poço perfurado pela Galp não tem viabilidade comercial.   

 

Ainda assim, os analistas das duas casas de investimento dizem que o facto de a prospecção no poço Wingat ter apurado que este não tem viabilidade comercial não afecta o potencial dos outros dois projectos de exploração que o consórcio integrado pela Galp vai explorar ainda este ano, conforme explica o BPI.

 

Aliás, a presença de rochas de alta qualidade é uma boa notícia para as explorações que vão ocorrer em Murombe e Moosehead, já que “aumentam, na nossa perspectiva, a probabilidade desucesso nos próximos dois poços de prospecção a serem perfurados na Namíbia”, afirma o BES. “Estes dados positivos compensam em grande medida o facto de a descoberta não ser viável” através do poço de Wingat.

 

O programa de exploração para 2013 no offshore da Namíbia inclui a perfuração de três poços de prospecção. Wingat e Murombe têm lugar na Bacia das Baleias e o poço de Moosehead será perfurado na Bacia do Rio Laranja. Os bancos de investimento lembram ainda que o projecto de exploração de Moosehead deverá arrancar no final de Maio e o Murombe terá início no terceiro.

 

Nem o BPI nem o BES incluem a participação da Galp no projecto de exploração com a HRT na Namíbia. Ainda assim, o BPI lembra que o acordo de concessão citava recursos recuperáveis brutos de quase oito mil milhões de barris de petróleo. 

 

"Continuamos a considerar a Namíbia uma aposta atractiva para a Galp, do ponto de vista de risco/recompensa, já que as despesas de investimento serão de 1% da actual capitalização bolsista da Galp, no máximo. 
 
Filipe Rosa e Madalena Carmona e Costa do BES Investimento

 

O BES acrescenta que se a exploração de Murombe for bem sucedida, isso poderá acrescentar três euros à avaliação das acções da petrolífera portuguesa. Já o projecto de Moosehead tem potencial para acrescentar 1,60 euros ao justo-valor das acções. 

 

O BES adianta que "continuamos a considerar a Namíbia uma aposta atractiva para a Galp do ponto de vista de risco/recompensa, já que as despesas de investimento serão de 100 milhões de dólares no máximo, o que corresponde a 1% da capitaliação bolsista".

 

As acções da Galp Energia estão a recuar 1,86% para 12,475 euros e as avaliações do BESI e do BPI (16,9 e 16,8 euros, respectivamente) conferem um potencial de valorização aos títulos de 35%, que justifica as recomendações de “comprar”.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

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