Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

António Costa agradece à EDP por suportar maior factura com tarifa social de energia

"Sei que cumprir a lei é um dever, mas também sei que há normas e deveres que são impostos e que é justo que sejam acompanhados do devido agradecimento. A tarifa social merece o nosso reconhecimento pelo esforço que isso implica para as empresas, particularmente para a EDP", afirmou.

A carregar o vídeo ...
Lusa 20 de Abril de 2016 às 18:39
  • Assine já 1€/1 mês
  • 6
  • ...
O primeiro-ministro manifestou hoje o seu "orgulho" em relação ao percurso e à dimensão económica da EDP, num discurso em que agradeceu à eléctrica portuguesa por suportar agora uma maior factura com a tarifa social de energia.

António Costa falava na sessão "Prémios EDP solidária 2016", no Museu da Electricidade, perante o presidente executivo da EDP, António Mexia, que nesta terça-feira criticara o Governo por ter transferido para as empresas de energia a totalidade dos custos com a tarifa social, o que torna o caso português "uma excepção".

Apesar desta posição de António Mexia, o primeiro-ministro agradeceu à EDP, "tal como às outras empresas de distribuição de energia a operar no mercado nacional, a factura acrescida que vão suportar com a tarifa social da energia".

"É um factor essencial para a coesão social, para o combate à pobreza e, simultaneamente, um custo para as empresas. Quando o Estado impõe às empresas um ónus, é justo que esse mesmo Estado o reconheça e agradeça".

Costa deixou ainda mais um comentário sobre esta matéria relacionada com a expansão da tarifa social de energia, medida desde sempre apoiada pelo Bloco de Esquerda e PCP. "Sei que cumprir a lei é um dever, mas também sei que há normas e deveres que são impostos e que é justo que sejam acompanhados do devido agradecimento. A tarifa social merece o nosso reconhecimento pelo esforço que isso implica para as empresas, particularmente para a EDP", afirmou.

Com os ministros da Saúde, Adalberto Costa Fernandes, e da Defesa, Azeredo Lopes, na primeira fila da plateia, que por sua vez tinham ao seu lado o antigo comissário europeu António Vitorino e o 'chairman' da EDP, o antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga, António Costa abriu o seu discurso com uma manifestação "de orgulho" pelo percurso e pela actividade da EDP.

"Por trás da Fundação EDP temos uma empresa que deve ser um motivo de orgulho para os portugueses. Uma empresa que soube fazer a transição de um regime de monopólio para o mercado aberto, que foi capaz de inovar, de atrair investimento estrangeiro e de se internacional", considerou o primeiro-ministro.

António Costa advogou mesmo que a EDP contribuiu para "afirmar Portugal como uma marca distintiva nas energias renováveis".

"Hoje, Portugal é uma referência das energias renováveis, - um desafio que é central para enfrentar as alterações climáticas, graças à EDP. Por isso, o primeiro motivo por que estou aqui é porque tenho orgulho na empresa que está por trás desta fundação", afirmou ainda o chefe do executivo.

O primeiro-ministro elogiou ainda a EDP por "saber afirmar-se" no país e nos mercados internacionais, sendo "mais do que uma empresa" ao ser "um mecenas no domínio cultural".

"Brevemente, teremos aqui ao lado [do Museu da Electricidade] um novo grande equipamento cultural. Mas a EDP é também uma empresa que assumiu a sua responsabilidade social", acrescentou, numa referência ao programa "EDP solidária".

Na intervenção anterior, o presidente executivo da EDP, de forma diplomática, não se referiu nem indirectamente à questão ao agravamento dos custos a suportar com a tarifa social de energia e até elogiou António Costa por ter chegado à sessão num carro eléctrico.

"Esse é o modo de contribuirmos para um mundo mais sustentável", disse António Mexia, antes de classificar a EDP como o maior mecenas nacional na área da cultura e a maior empresa doadora nas áreas sociais da saúde e da educação.

Segundo a eléctrica portuguesa, o programa "EDP solidária" visa apoiar projectos que "promovem a melhoria da qualidade de vida de pessoas e comunidades em situação vulnerável ou em risco de exclusão social, através de um apoio de 2,1 milhões de euros".
Ver comentários
Saber mais EDP António Costa Governo Portugal energia economia (geral) governo (sistema) tarifa social electricidade
Outras Notícias