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Artur Trindade garante que plano de corte da dívida do sector eléctrico é exequível

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, reafirmou esta terça-feira a sua convicção de que Portugal cumprirá o plano de eliminação da dívida tarifária do sector eléctrico até 2020, garantindo que "o plano é credível e exequível".

Bruno Simão/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 30 de Setembro de 2014 às 15:52
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Artur Trindade lembrou numa conferência da Cogen, associação da indústria da cogeração, que várias instituições financeiras entraram em operações de titularização do défice tarifário português. "Se o plano não fosse credível o sector financeiro não aceitaria financiar o défice tarifário", referiu o governante.

 

O mesmo responsável acrescentou que "ainda há pouco tempo surgiu uma agência de rating que corroborou em grande parte este plano do Governo".

 

Actualmente, a dívida tarifária do sector eléctrico ronda os cinco mil milhões de euros, sendo previsto um aumento deste montantes em 2015. A partir de 2016, a criação de superavits tarifários anuais deverá contribuir para a progressiva redução desta dívida, segundo o plano do Governo.

  

Na conferência da Cogen, em Lisboa, Artur Trindade mostrou-se ainda pouco preocupado que o prazo para eliminação da dívida tarifária deslize em um ou dois anos face ao prazo previsto de 2020.

 

Segundo um estudo da PricewaterhouseCoopers, apresentado na mesma conferência por João Ramos, sócio daquela consultora, uma eventual diminuição de 5% no consumo de electricidade em Portugal iria traduzir-se num acréscimo de 130 milhões de euros de custos do sector eléctrico, por via de um aumento dos custos unitários da energia (já que os custos fixos das infra-estruturas existentes teriam de ser repartidos por menores volumes de consumo).

 

João Ramos realçou que o cumprimento do plano para a dívida tarifária está muito dependente de variáveis exógenas aos cortes de remunerações das eléctricas já aplicados pelo Governo.

 

"Veremos como se comportam as variáveis macroeconómicas mas penso que valerá a pena alterar um ano para trás ou para a frente o cumprimento do plano do que voltar a perturbar o funcionamento do sector eléctrico", concluiu Artur Trindade. 

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