Construção Carlos Slim pede autorização ao regulador para lançar OPA sobre a FCC

Carlos Slim pede autorização ao regulador para lançar OPA sobre a FCC

O milionário mexicano oficializou a oferta junto do regulador que conta com uma garantia de mil milhões do Caixabank e de 530 milhões do Santander.
Carlos Slim pede autorização ao regulador para lançar OPA sobre a FCC
André Cabrita-Mendes 06 de abril de 2016 às 11:30
O empresário mexicano Carlos Slim formalizou junto do regulador espanhol do mercado a oferta pública de aquisição (OPA) da FCC. Carlos Slim entregou esta quarta-feira, 6 de Abril, à Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) o prospecto e o pedido de autorização para lançar uma OPA sobre 100% do grupo espanhol.

A OPA foi lançada no passado dia 4 de Março pelo preço de 7,6 euros por acção, o que representava um bónus de 15,36%. Actualmente, este valor representa um prémio de 0,3% face ao último fecho, avança o Cinco Dias. A FCC actua no sector da construção, ambiente, água e infra-estruturas.

As garantias que vão cobrir esta oferta também surgem discriminadas no documento que deu entrada no regulador: um aval bancário de mil milhões do Caixabank e outro do Santander de 530 milhões. Estas garantias "cumprem todas as obrigações de pagamento que podem resultar da oferta", sublinha.

Carlos Slim é um dos homens mais ricos do mundo com uma fortuna estimada em 44 mil milhões de euros, ocupando a quarta posição dos milionários da Forbes e e está presente no grupo espanhol através do grupo mexicano Carso, através da subsidiária Control Empresarial de Capitales (CEC), que actua nos sectores das telecomunicações ou energia.

A oferta foi lançada depois de a companhia ter ultrapassado uma posição de 30% no capital do grupo espanhol, após a conclusão do recente aumento de capital da empresa.Com 36,5% da construtora, Carlos Slim foi obrigado a lançar a OPA. A oferta valoriza a companhia espanhola em 2,8 mil milhões de euros.

A segunda maior accionista com 22,44% é Esther Koplowitz, uma das fundadoras da empresa e actual presidente executiva. Uma das dúvidas neste momento em Espanha é se Esther Koplowitz está disposta a vender ou reduzir a sua participação. No entanto, tudo parece indicar que a empresária vai continuar, visto a sua participação de 22% estar garantida por um crédito de 840 milhões do BBVA e do Bankia. A sua posição vale um total de 604 milhões aos preços oferecidos nesta OPA.

O empresário mexicano pretende sanear a dívida da FCC e torná-la numa companhia com receitas estáveis. Os números demonstram o mau momento da FCC: fechou 2015 com prejuízos de 46 milhões, uma melhoria face a 2014, ano em que registou 724 milhões de perdas, devido à crise que afecta o mercado espanhol.

Em Portugal, a FCC detém a FCC Environment Portugal, especialista na gestão de resíduos sólidos e industriais e em saneamento urbano, prestando serviços a cerca de duas dezenas de autarquias portuguesas do Douro Superior e Trás-os-Montes. Em Julho de 2014, a FCC foi uma das concorrentes à privatização da EGF.



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