Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Case-studies

Moratória sobre a desflorestação de mais de 700 milhões de euros tem o objectivo de reduzir emissões

Case-studies
José Miguel Dentinho 05 de Junho de 2012 às 09:00
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
Indonésia mais amiga do ambiente

Moratória sobre a desflorestação de mais de 700 milhões de euros tem o objectivo de reduzir emissões


A Indonésia impôs uma moratória sobre a desflorestação, em resultado de um acordo com a Noruega, no valor de 783 milhões de euros, com o objectivo de reduzir as emissões resultantes da desflorestação.

Bard Vegar Solhjell, ministro do Ambiente da Noruega, diz que o seu país está impressionado com os avanços da Indonésia em termos de transparência no sector florestal e também pela mudança dos debates políticos para uma perspectiva mais amiga do ambiente sobre o uso da terra.

O presidente da Indonésia, Susilo Yudhoyono, assinou a moratória com a Noruega devido às suas promessas de baixar as emissões durante a esta década. Mas houve pouco mais avanços nesse sentido nesta economia em crescimento rápido. O país está a atrair cada vez mais investimento estrangeiro, em sectores como as indústrias do aço, cimento e energia, todas grandes emissoras de gases com efeito de estufa. Em consequência disso, os voos de avião, a venda de carros e de telefones celulares estão a crescer cada vez mais. O aumento da procura de energia, no país baseada em centrais de carvão, também irá contribuir para o aumento do volume de emissões.

Além disso, a desflorestação continua em áreas que não estão coberta pela moratória, incluindo zonas pantanosas e florestas tropicais. Muitas vezes, as autorizações para o fazer são dadas pelos governadores locais, sem terem em conta as directivas do governo central.






Primata redescoberto

Macaco dado como extinto reaparece na Indonésia


Foi redescoberta uma espécie de macaco que se julgava estar extinta na floresta de Wehea, Indonésia, durante uma investigação que começou o ano passado. O achado é da responsabilidade de uma equipa de cientistas que, desde Junho de 2011, se encontrava a trabalhar nas densas selvas indonésias, onde foi instalado um conjunto de câmaras para captar imagens de leopardos, orangotangos e outros animais selvagens.

Este ano, o grupo foi surpreendido por imagens de macacos que nenhum dos especialistas tinha observado, de pêlo cinzento e grande tamanho, escreveu o jornal The Guardian. Sem fotografias verdadeiras de outros animais da mesma espécie, e recorrendo apenas a esboços de museus que os retratavam - as únicas imagens disponíveis - a equipa acabou por confirmar a suspeita de que se tratava de um macaco conhecido por Miller's Grizzled Lagur, que se acreditava estar extinto.

"Ficámos extasiados com o facto de estes animais, afinal, não estarem extintos e de os termos encontrado em Wehea", disse Brent Loken, investigador da Simon Fraser University, no Canadá, e um dos coordenadores do projecto. "Há animais sobre os quais sabemos muito pouco, e os seus habitats estão a desaparecer tão depressa", acrescentou, alertando para o facto de poderem entrar em extinção rapidamente.






Reflorestação em África

Ghana planta 30 mil hectares por ano


O Ghana estabeleceu recentemente o objectivo de replantação de 30 mil hectares de florestas destruída por ano, uma iniciativa do Governo alemão que conta com o apoio dos Estados Unidos e da Austrália.

Samuel Dartey, director executivo da Comissão Florestal do país, anunciou que a medida se destina a combater o corte ilegal de madeira e controlar a indústria e comércio do sector.

Acrescentou ainda que existem apoios políticos no Gana para uma boa governança da floresta e que estão a ser feitos esforços para se conseguir que o mercado doméstico seja apenas fornecido com madeira certificada, de origem legal.






Britânicos recriam a Amazónia

Experiência cultiva espécies em estufas gigantes e climatizadas, por onde os visitantes caminham e experimentam o contacto com a floresta


As paredes são de etileno tetrafluoretileno (ETFE, um material mais eficiente do que o vidro na regulação de temperatura interior) e custaram 99 milhões de euros em 2000, na altura em que foi construída esta estufa gigante.

O cenário remete aos arquétipos de estações espaciais humanas em outros planetas que nos acostumamos a ver em filmes de ficção científica. Bolhas gigantes saem do solo para proteger as árvores e plantas tropicais do ambiente hostil da Cornualha, Grã-Bretanha. O nome do parque, que recebe diariamente centenas de pessoas interessadas em conhecer o clima e a vegetação de países como o Brasil, Malásia, África do Sul e Grécia, não poderia ser mais sugestivo: Projecto do Éden.

Construído sobre uma mina de argila inactivada com mais de 160 anos, é constituído por três conjuntos de ecossistemas principais - Floresta Tropical, Mediterrâneo e Ar Livre.
Durante os primeiros meses da construção, mais de 160 milhões de litros de água da chuva foram conduzidos para o local, através de um sistema de drenagem de água subterrâneo construído para recolher a água de chuva.

Dentro do Bioma da Floresta Tropical podem ser exploradas as florestas tropicais naquela que é considerada a maior selva fechada do mundo. Contém plantas tropicais, uma grande cascata e um dossel. O ar interior é mantido húmido e o solo irrigado. A cascata, que utiliza água reciclada, também ajuda a manter a elevada humidade dentro da estufa.






Árvores em terraços?

Beirute pode ter a primeira floresta aérea urbana no mundo


Lembra-se das imagens televisivas de uma Beirute semi-destruída? Então esqueça esses pensamentos bélicos e conheça o novo projecto que vai construir uma espécie de jardins suspensos na capital do Líbano.

Um projecto ambicioso pretende tornar Beirute numa cidade sustentável, através da plantação de árvores no topo dos edifícios da cidade. Desenhado pelo ateliê de design libanês Studio Invisible, o principal objectivo desta floresta urbana é diminuir a poluição, melhorar a qualidade do ar e absorver os escoamentos de água da chuva.

Hoje, Beirute é uma cidade com marcas de várias guerras recentes, que a devastaram. A poluição local é elevada, devido aos congestionamentos de trânsito e à idade avançada da maior parte da sua frota automóvel, emissora de níveis muito mais elevados de CO2 que os modelos mais actuais.

Para além disso, o planeamento da cidade tem deixado de fora a construção de espaços verdes, que nem estão previstos. Ou seja, há pouco espaço disponível para a construção de zonas verdes dentro desta cidade, outrora considerada uma das mais belas do mundo. Em face disso, os responsáveis da Studio Invisible decidiram apontar uma solução. "É simples, low cost e não faz um grande corte no actual foco de Beirute no transporte urbano", explica o ateliê. O que pretende a Studio Invisible? Que todos os habitantes de Beirute construam pequenos jardins nos terraços das suas habitações. E os que não os têm, podem fazê-los nas janelas, por exemplo.


Ver comentários
Outras Notícias