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CEO da EDP Renováveis defende reformulação dos mercados europeus de electricidade

João Manso Neto admite que há “uma paralisia” do investimento em renováveis na Europa e para inverter a situação será necessária uma reformulação da organização do mercado eléctrico, que minimize a percepção de sobrecusto das fontes limpas e de instabilidade regulatória.

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Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 12:51
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O presidente executivo (CEO) da EDP Renováveis, João Manso Neto, defende que “é necessário que haja uma reformulação concreta do mercado” ao nível da transacção de electricidade na Europa, para que possa haver um relançamento das energias renováveis no Velho Continente. 

 

João Manso Neto alertou que no domínio das renováveis há “uma paralisia do investimento na Europa”, enquanto nos Estados Unidos da América e outras regiões do mundo há uma expansão. Manso Neto admitiu que “as renováveis são vistas como caras”, mas lembrou que isso está associado à forma como o mercado grossista de electricidade está organizado.

 

“Enquanto a reformulação do mercado não existir vejo como muito pouco provável que as renováveis iniciem uma expansão”, declarou o CEO da EDP Renováveis na conferência anual da APREN – Associação de Energias Renováveis, que decorre esta segunda-feira no Centro de Congresso do Estoril.

 

Sem essa reformulação, indicou Manso Neto, “arriscamo-nos a ter vários anos sem investimentos nenhuns em energias renováveis”, já que a percepção dos investidores é a de que a instabilidade regulatória poderá continuar enquanto o mercado eléctrico apresente discrepâncias entre o preço à vista da energia e as tarifas garantidas às fontes renováveis.

 

Na conferência da APREN, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, reconheceu esse mesmo problema, notando que uma barreira a ultrapassar “é a forma como os mercados estão organizados”, que “afecta negativamente a imagem das energias renováveis”.

 

Opinião distinta tem Jorge Vasconcelos, antigo presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), para quem “do ponto de vista racional meter as renováveis no mercado não faz sentido nenhum”. 

 

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