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Chineses da CTG não têm “compromisso firme” para construir fábrica em Portugal

Administrador da EDP revela que “quando o mercado assim o exigir”, a China Three Gorges poderá avançar com esta opção de investir numa fábrica de turbinas eólicas em Portugal.

Bruno Simão/Negócios
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 15 de Setembro de 2013 às 15:31
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“Na verdade, não houve um compromisso firme e objectivo desassociado do mercado”. É assim que João Marques da Cruz, administrador da EDP, comenta a decisão dos chineses da China Three Gorges (CTG) terem, para já, desistido de construir uma fábrica de equipamentos eólicos em Portugal, que havia sido noticiada no âmbito da compra de 21,35% da EDP por parte da CTG.

 

Segundo este responsável, que falavam em Pequim aos jornalistas portugueses, “quando o mercado assim o exigir, a CTG poderá avançar com esta opção” de investir numa fábrica de turbinas eólicas.

 

Neste momento, “o mercado não exige equipamento para parques eólicos e quando a situação de mercado se alterar” a CTG certamente “contactará empresas” para concretizar este investimento. Questionado sobre a decisão do governo português chamar a CTG para obter esclarecimentos sobre esta matéria, o administrador diz que a eléctrica portuguesa “não comenta nenhuma decisão” do executivo.

 

O ministro responsável pela Energia, Jorge Moreira da Silva, vai chamar ainda este mês os responsáveis da CTG, para pedir informações sobre o “ponto da situação sobre esses investimentos a apresentar numa reunião a realizar ainda em Setembro", disse à agência Lusa fonte oficial do gabinete do ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, lembrando que "por ocasião da privatização da EDP, foram criadas expectativas de investimento, nomeadamente, na instalação de uma unidade industrial de aerogeradores "em Portugal.

 

O Negócios noticiou na semana passada que a unidade industrial, que seria construída pela subsidiária Goldwind, já não está nos planos da CTG, atendendo ao excesso de capacidade de fabrico de turbinas existente na Europa.

 

Marques da Cruz sublinha que a CTG está a realizar com a EDP outro tipo de acções, que não estavam no acordo, tais como a realização do “road show” EDP Road Partners, que arranca em Pequim na segunda-feira.

 

Este encontro, que contarácom a presença de cerca de 38 empresas portuguesas e 30 chinesas, servirá para promover parcerias e negócios. No encontro estarão presentes António Mexia, CEO da EDP, Cao Guangjing, chairman da CTG, o ministro do Comércio da China, Wu Yun e o embaixador de Portugal em Pequim, Jorge Torres Pereira. O diplomata, em declarações aos jornalistas portugueses, afirmou que entrada da CTG na EDP marca uma relação “que queremos que seja o início de um ciclo virtuoso”.

 

O embaixador diz que este “road show” da EDP “permite manter o momento desta nova dinâmica de relacionamento empresarial entre Portugal e a China”, acrescentando que “é preciso não deixar esmorecer este ímpeto”.

 

* O jornalista viajou a Pequim a convite da EDP

Esta notícia estará desenvolvida na edição imprensa de segunda-feira do Negócios

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