Energia Comissão executiva da Galp vai ter duas mulheres

Comissão executiva da Galp vai ter duas mulheres

Susana Quintana-Plaza e Sofia Tenreiro vão integrar a comissão executiva. Escolhas fazem parte de um conjunto de mudanças estratégicas da Galp propostas por Paula Amorim.
Comissão executiva da Galp vai ter duas mulheres
Bruno Simão
Celso Filipe 13 de março de 2019 às 07:26

A comissão executiva da Galp vai passar a ter duas mulheres, Susana Quintana-Plaza e Sofia Tenreiro. A primeira ficará com as áreas das energias renováveis, inovação e tecnologia, enquanto a segunda ficará com o pelouro do marketing. Até agora, comissão executiva da petrolífera, composta por sete elementos, era exclusivamente masculina.

A proposta de composição da nova comissão executiva e do conselho de administração da Galp para o exercício do mandato entre 2019 e 2022, que vai ser proposta aos acionistas na assembleia geral de 12 de abril, foi divulgada esta quarta-feira na CMVM.

Estas duas escolhas fazem parte de um conjunto de mudanças estratégicas e de organização que foram delineadas por Paula Amorim, líder do conselho de administração e maior acionista da Galp. Em termos estratégicos existirá uma alteração de foco com uma aposta forte nas novas tecnologias e nas renováveis.

Daí a escolha de Susana Quintana-Plaza, que foi vice-presidente de tecnologia e inovação da elétrica alemã E.on e que até agora era membro do conselho de supervisão da Wirecard, uma empresa prestadora de serviços financeiros e tecnológicos com sede na Alemanha. Já Sofia Tenreiro chega à Galp proveniente da Cisco, onde era diretora-geral da unidade portuguesa.

No total, os órgãos sociais da Galp irão passar a contar com a presença de cinco mulheres, sendo que mandato terminado em 2018 esse número era apenas três.

Outras da preocupações de Paula Amorim foi a de rejuvenescimento da estrutura de comando da Galp, tanto ao nível da gestão executiva como do conselho de administração, onda a média de idades baixará de forma substancial.

Na proposta aos acionistas, Carlos Gomes da Silva manterá a presidência da comissão executiva composta por sete elementos, enquanto Paula Amorim continuará a liderar o conselho de administração.

Já a Sonangol, uma das acionistas de Esperanza, holding que controla 45% da Amorim Energia, a qual por sua vez detém 33,34% da Galp, irá substituir a sua representante na administração da petrolífera portuguesa. Sai Raquel Vunge e entra Carlos Pinto, que é administrador executivo da Sonangol.

Após ter admitido, numa primeira fase, que poderia vendera sua posição na Galp, para a qual tinha interessados, o governo Angola voltou atrás e considera agora a petrolífera portuguesa como um "ativo estratégico".




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