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Consumo de combustíveis rodoviários caiu 9,2% no ano passado

O ano 2012 foi de queda livre no consumo de produtos petrolíferos em Portugal, com os dados da Direcção-Geral de Energia a evidenciarem o corte na utilização de combustíveis em estrada, o aumento da queima de carvão e um mercado de transporte aéreo e marítimo a dar provas de estar a aguentar a crise.

Gasóleo desce e gasolina sobe na próxima semana
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 16:59
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O consumo de combustíveis rodoviários em Portugal fechou 2012 com “uma tendência significativa de redução”, segundo a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), tendo o volume consumido descido para cerca de 5,47 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP), com uma queda de 9,2% face a 2011.

 

O consumo de gás de petróleo liquefeito para automóveis (GPL Auto) foi a excepção, alcançando em 2012 um crescimento de 7,1%, mas o volume comercializado, de 31 mil TEP, é ainda residual no mercado nacional de combustíveis rodoviários.

 

Segundo os dados da DGEG relativos a Dezembro, o consumo de gasolinas em Portugal foi de 1,19 milhões de TEP, com uma quebra em termos homólogos de 9,2%, ao passo que o mercado do gasóleo, com cerca de 4,26 milhões de TEP, teve uma descida do consumo de 9,3%.

 

A descida do consumo de combustíveis rodoviários em Portugal foi mais pronunciada do que a queda global do mercado nacional de combustíveis fósseis, cujo consumo chegou ao final de 2012 com uma redução de 6%, para 14,1 milhões de TEP.

 

O consumo de produtos petrolíferos (onde se incluem o fuel, o gasóleo, gasolinas e GPL) esteve em 2012 em queda contínua, prolongando uma tendência que já vinha de trás. No ano passado não houve um único mês em que o consumo anualizado de produtos petrolíferos tenha crescido. Se no final de 2011 esse consumo se situava em 7,66 milhões de TEP, em Dezembro de 2012 estava em 6,82 milhões de TEP.

 

Houve quebras mais acentuadas, nomeadamente no consumo de gás natural, que afundou 14,7% em 2012, e no de fuel, que baixou 20,6%. Contudo, o facto de o consumo de carvão em Portugal ter subido 31% no ano passado (para 2,9 milhões de TEP) permitiu atenuar a queda do mercado total de combustíveis fósseis.

 

O aumento das importações de carvão no ano passado esteve relacionado essencialmente com o maior consumo desta fonte energética por parte das centrais termoeléctricas, num ano marcado por um menor recurso hídrico para produção de electricidade a partir das barragens. Em resultado disso, o consumo de carvão atingiu em Agosto do ano passado um pico de 5,03 milhões de toneladas (em base anualizada), ou 3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo. Desde Setembro, contudo, o consumo nacional de carvão tem vindo a abrandar.

 

Aviação e transporte marítimo aguentam? Aguentam

 

Embora a tendência geral de consumo de combustíveis fósseis em Portugal tenha sido de queda no ano passado (com as referidas excepções do carvão e do GPL Auto), houve um sector que resistiu à conjuntura difícil da economia nacional: a aviação.

 

Os números divulgados pela DGEG evidenciam que o mercado da aviação não cortou no consumo de combustível, tendo as vendas de “jet fuel” fechado 2012 em 1,03 milhões de toneladas, ao mesmo nível com que haviam encerrado 2011. Desde pelo menos Junho de 2011 que o consumo de combustível de aviação se situa neste patamar.

 

Comportamento melhor teve o consumo de combustível no transporte marítimo, que apresentou em 2012 um aumento de 6,5%, para 815 mil toneladas, graças a uma maior aposta no fuel.

 

De acordo com a DGEG, o mercado das bancas (combustíveis para os navios) registou um aumento de 9,5% nas aquisições de fuel (para 665 mil toneladas), tendo o consumo de gasóleo recuado 4,9% (para 150 mil toneladas). O pico do consumo neste segmento ocorreu em Julho e Agosto, acabando por abrandar nos meses seguintes.

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