Energia CTG garante que EDP continua em bolsa e com sede em Lisboa

CTG garante que EDP continua em bolsa e com sede em Lisboa

O investidor chinês declara a sua intenção de "continuar a contribuir para o desenvolvimento sustentável de longo prazo e para o crescimento" da EDP.
CTG garante que EDP continua em bolsa e com sede em Lisboa
Miguel Baltazar
André Cabrita-Mendes 11 de maio de 2018 às 23:09
Nada muda. A China Three Gorges (CTG) garante que a capital portuguesa vai continuar a ser a base estratégica da EDP.

"A oferente pretende ainda assegurar que a sociedade visada se mantenha como um activo estratégico importante, com identidade portuguesa", começa por dizer a companhia chinesa no anúncio preliminar de lançamento de oferta pública geral e voluntária de aquisição de acções representativas do capital social da EDP, publicado esta sexta-feira, 11 de Maio, na CMVM.

E acrescenta que a CTG pretende que a EDP se mantenha "cotada no mercado regulamentado Euronext Lisbon e sedeada em Portugal, preservando um elevado nível de autonomia e os mais altos padrões de "corporate governance"".

Mas há mais. A companhia estatal chinesa declara que é sua intenção "continuar a contribuir para o desenvolvimento sustentável de longo prazo e para o crescimento da sociedade visada [EDP], tal como tem vindo a fazer desde o seu investimento inicial em 2012". Recorde-se que para comprar 21,35% da EDP, a CTG desembolsou 2.700 milhões de euros.

A CTG garante que quer que a EDP assuma o controla das operações da CTG na Europa, nas Américas e em África. "A oferente pretende que a sociedade visada venha a liderar as operações e a expansão do grupo China Three Gorges Corporation na Europa, nas Américas e nos países lusófonos".

Paralelamente, a CTG declara que "caso considerado do interesse [da EDP] e dos seus stakeholders relevantes, o grupo China Three Gorges Corporation poderá vir a considerar a aportação de activos relevantes, visando fortalecer a posição [da EDP] no mercado".

A empresa aponta que os "objectivos de tal potencial de aportação de activos consistiriam na racionalização de portefólios de negócio combinados, no fortalecimento do perfil de crédito [EDP], através da redução do seu rácio de alavancagem, e na criação de valor adicional, através da poupança de custos".



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