Energia CTG garante que não falou da OPA à EDP na reunião com o ministro Siza Vieira

CTG garante que não falou da OPA à EDP na reunião com o ministro Siza Vieira

A reunião serviu para "tratar um tema de regulação, diligência realizada pela CTG na sua qualidade de acionista membro do Conselho Geral e Supervisão da EDP e na sequência de um pedido expresso do Conselho de Administração Executivo".
CTG garante que não falou da OPA à EDP na reunião com o ministro Siza Vieira
Bruno Simão

A Chine Three Gorges (CTG) confirmou este sábado que teve uma reunião com o ministro adjunto do primeiro-ministro, mas adianta que o tema da oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP não foi tema.

 

"A CTG confirma ter sido recebida pelo ministro-adjunto Pedro Silza Vieira, no primeiro trimestre deste ano", diz fonte oficial dos accionistas chineses da EDP, assinalando que "como é óbvio não foi nem poderia ter sido objecto de qualquer conversa com o Governo ou outras entidades o tema da oferta sobre a EDP".

 

A notícia da reunião foi dada este sábado pelo Expresso, que deu conta que antes de entrar no Governo, Siza Vieira trabalhava na sociedade de advogados Linklaters, que tem a China Three Gorges como cliente e com a qual se reuniu, já enquanto ministro, sem invocar qualquer incompatibilidade.

 

O ministro adjunto solicitou esta semana escusa para não "intervir em matérias relacionadas com o sector eléctrico", enquanto estiver a decorrer a Oferta Pública de Aquisição (OPA) à EDP, invocando o Código de Conduta aprovado pelo Conselho de Ministros na sequência da polémica das viagens da Galp.

 

Segundo fonte oficial da CTG em Lisboa, a reunião com o ministro serviu "apenas para tratar um tema de regulação, diligência realizada pela CTG na sua qualidade de accionista membro do Conselho Geral e Supervisão da EDP e na sequência de um pedido expresso do Conselho de Administração Executivo e do CGS para que tal diligência pudesse ser desenvolvida pela CTG".

A CTG acrescenta que "sempre pautou e continuará a pautar o seu comportamento institucional pelo rigoroso cumprimento das leis portuguesas e do estatuto de accionista, não tendo qualquer substância alegações divergentes desta realidade comprovadamente verificada ao longo de seis anos como accionista da EDP".

  

O gabinete de Siza Vieira também confirmou ao Expresso este encontro. "O ministro Adjunto e elementos do seu gabinete reuniram anteriormente [à OPA] com representantes da CTG, a solicitação dos próprios, à semelhança de dezenas de reuniões realizadas com empresários e grupos empresariais, nacionais e estrangeiros, desde que assumiu funções no XXI Governo Constitucional", disse o gabinete de Siza Vieira ao semanário, acrescentando que, "na referida reunião, não esteve presente o presidente da empresa chinesa, senhor Lu Chun".

 

O PSD anunciou este sábado, 19 de Maio, um conjunto de perguntas sobre o pedido de escusa do ministro Adjunto de matérias relativas ao sector eléctrico, questionando se este não devia ter acontecido antes e se o Código de Conduta do Governo foi cumprido.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI