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Deco avisa que consumidores pagam gás de botija que não consomem

A associação de defesa dos consumidores Deco alertou hoje para os desperdícios de gás de botija pagos pelos consumidores, que podem chegar aos 72 euros anuais no consumo de uma garrafa por mês.

Lusa 23 de Abril de 2014 às 09:40
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Segundo a Associação de Defesa do Consumidor, para quem compra uma botija de gás por mês, o desperdício que fica na garrafa representa 72 euros anuais, o que corresponde ao custo de quase três garrafas.

 

"Numa botija de gás butano existem sempre cerca de 300 gramas de gás que são devolvidos à marca, mas se for usada num esquentador a quantidade de gás que não é queimado e volta para a marca ronda os 3 quilos", afirma a Deco.

 

O Governo ficou de apresentar hoje um estudo sobre os preços do gás natural e do gás de botija e o Governo, mas, segundo o gabinete de Jorge Moreira da Silva, o documento será entregue na quinta-feira aos deputados. 

 

De acordo com a TSF, o ministro do Ambiente vai avançar com um preço de referência para o gás de botija, decisão que terá sido tomada na sequência de um estudo que indica que o preço do gás de botija é superior em 50% ao preço do gás natural.

 

"Ao considerarmos que 58% dos lares consomem gás butano, se os consumidores usarem 12 garrafas por ano e devolverem cada uma com quase 300 gramas, as marcas têm um ganho anual mínimo que ronda os 16 milhões de euros", estima a associação, defendendo uma revisão da forma como o gás é vendido.

 

A Deco avaliou a quantidade de gás que vem nas botijas, face ao anunciado, e verificou se ficam mesmo vazias, na sequência de alertas recebidos de vários consumidores.

 

Foram analisadas 40 botijas adquiridas no Algarve e nas zonas de Lisboa e Porto.

 

"O problema maior é quando a botija só é usada no esquentador. Se puder também colocá-la no fogão, gaste aí o gás remanescente", aconselha a Deco em comunicado.

 

Mesmo assim, nunca é queimada a totalidade do gás, sobrando em média 285 gramas, avisa.

 

A Deco defende medidas que impeçam que os consumidores sejam lesados e que reforcem o controlo da qualidade e segurança, sugerindo a inscrição de informações na garrafa como a data, o lote e o local de enchimento, com carácter obrigatório.

 

A associação diz ser fundamental que entre em pleno funcionamento, o mais rapidamente possível, a recém-criada Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis.

 

 

 

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