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Deutsche Bank sobe preço-alvo da Galp e recomenda "comprar"

O Deutsche Bank decidiu melhorar a avaliação da Galp Energia, numa altura em que considera que o sector irá estrear-se em 2019 envolto num "sentimento de forte apreensão", acredita o mesmo banco. Galp e BP são as preferidas dentro do sector para este banco de investimento

Sara Matos
Negócios com Bloomberg 10 de Dezembro de 2018 às 18:29
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A casa de investimento do banco alemão vê boas perspectivas para a portuguesa Galp, tendo não só melhorado o preço-alvo em dois euros como também alterado a recomendação de "vender" para "comprar".

 

O preço-alvo da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva foi elevado pelo Deutsche Bank dos 14 euros para os 16 euros, uma subida de 12% e que implica um potencial de subida de 11,2% relativamente ao valor de fecho, de 14,39 euros.

 

Antes de o banco Deutsche publicar a nova recomendação, a Galp coleccionava seis recomendações de compra, onze para "manter" e cinco de venda, de acordo com a Bloomberg. O preço-alvo médio está nos 17,49 euros, tendo em consideração 19 analistas. 

No final da semana passada, também o BPI se pronunciou acerca desta cotada, prevendo um crescimento da produção da Galp que vem permitir mais dinheiro em caixa e, desta forma, criar margem para um aumento dos dividendos. "Vemos margem para uma melhoria na remuneração accionista", escreveram os analistas, numa nota publicada na sexta-feira, 7 de Dezembro.

 

2019, um ano que arranca com "forte apreensão"

 

Apesar das perspectivas melhoradas para a Galp, o banco alemão não tem o mesmo optimismo quanto ao sector. "Ao mesmo tempo que existem razões para um sentimento optimista ao nível micro, dirigido a petrolíferas europeias integradas [que fazem exploração, produzem, refinam e distrubuem], partes consideráveis do sector do petróleo, gás e produtos refinados apresentam uma margem substancial de volatilidade, apesar do recente acordo da OPEP para os cortes na produção", escreveu o Deutsche Bank numa nota de análise.

 

Os títulos da Galp aparecem, juntamente com os da BP, entre os preferidos da casa de investimento alemã, embora a BP consiga elevar-se um pouco mais: "a médio prazo, prevemos que a BP ultrapasse todas". As energéticas Eni e Shell vêem a evolução inversa, com a recomendação a ser cortada para "manter", tendo em conta os perfis de receita.

 

O banco acrescenta que face à entrada em vigor da nova legislação da Organização Marítima Internacional, que em 2020 vai definir um tecto para a inclusão de enxofre na composição química dos combustíveis, os combustíveis petrolíferos têm potencial para ultrapassar o actual desempenho.

Esta segunda-feira, o preço do barril do Brent está a descer 1,25% para 60,90 dólares, num dia em que os indicadores económicos estão a aumentar os receios em torno de um abrandamento económico, o que tem impacto directo no preço do petróleo, já que menor crescimento mundial significa menor consumo de petróleo e derivados. Contudo, na última sexta-feira, os preços da matéria-prima chegaram a disparar 5% depois de sabido que a reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) com os respectivos aliados terminou com um acordo de cortes na produção que excedeu as expectativas.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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