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EDP integra negócio da EDPR no Brasil para reforçar posição no mercado livre

EDP vai integrar as operações de produção, trading e comercialização de eletricidade no Brasil na EDP Brasil, através da compra da operação brasileira da EDPR por cerca de 700 milhões de euros. Grupo quer ganhar escala, eficiência e reforçar competitividade num mercado liberalizado e em expansão.

EDP integra negócio da EDPR no Brasil para reforçar posição no mercado livre
EDP integra negócio da EDPR no Brasil para reforçar posição no mercado livre Miguel A.Lopes/Lusa
19 de Maio de 2026 às 18:05
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A EDP vai integrar as operações de produção, trading e fornecimento de eletricidade no Brasil na sua subsidiária EDP Brasil, através da aquisição de 100% da EDP Renováveis Brasil (EDPR Brasil), atualmente detida pela EDP Renewables (EDPR).

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a energética liderada por Miguel Stilwell d’Andrade explica que a operação pretende reforçar a “agilidade, competitividade e capacidade de gestão de risco” no mercado livre brasileiro, numa altura em que o país está a avançar com a liberalização gradual dos segmentos das pequenas e médias empresas e do retalho.

A EDPR Brasil opera atualmente um portefólio com 1,8 gigawatts (GW) de capacidade instalada, dos quais 1,1 GW correspondem a produção eólica "onshore" e 0,7 GW a capacidade solar utility-scale.

Segundo a empresa, a integração das atividades de produção, trading e comercialização de eletricidade numa única estrutura deverá também permitir ganhos de eficiência operacional e financeira.

O valor da transação corresponde a um “equity value” de cerca de 4,1 mil milhões de reais brasileiros, equivalente a aproximadamente 700 milhões de euros, considerando uma taxa de câmbio de seis reais por euro. O "enterprise value" da operação ascende a cerca de 1,5 mil milhões de euros.

A conclusão da operação está prevista até ao final de 2026, ficando sujeita aos ajustamentos habituais e às condições legais e regulatórias aplicáveis.

A empresa sublinha ainda que os termos do negócio foram definidos em condições de mercado (“arm’s length”) e suportados por pareceres independentes, tendo a operação sido aprovada pelos órgãos sociais competentes, dado tratar-se de uma transação entre partes relacionadas.

Segundo a EDP, a operação está alinhada com a execução do Plano de Negócios 2026-2028 e respetivas metas financeiras.

A EDP Renewables continua a ser uma subsidiária cotada da EDP, com um "free float" de 28,7%.

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