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EDP quer vender 800 milhões de euros de défice tarifário por ano

O administrador financeiro da EDP, Nuno Alves, admite que o défice tarifário da electricidade “é um bom activo”, mas a estratégia do grupo passa por progressivamente diminuir a exposição da EDP, titularizando pelo menos 800 milhões de euros por ano.

Miguel Baltazar/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 14 de Maio de 2014 às 12:03
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A EDP assumiu no seu Investor Day o objectivo de prosseguir com a titularização de défice tarifário do sector eléctrico, de forma a aliviar o balanço do grupo, prevendo um valor mínimo de vendas de 800 milhões de euros por ano, de acordo com o administrador financeiro da EDP, Nuno Alves.

 

“Temos no plano a previsão de vender 800 milhões de euros por ano. Este ano já conseguimos mais do que isso e talvez venhamos a titularizar mais alguma coisa”, declarou Nuno Alves esta quarta-feira, 14 de Maio, na sua intervenção durante o Investor Day da EDP, em Londres.

 

Nos primeiros quatro meses deste ano a EDP encaixou cerca de 900 milhões de euros com a venda de dívida tarifária do sector eléctrico, admitindo até ao final do ano ceder a terceiros uma tranche adicional de 100 a 200 milhões de euros.

 

Nuno Alves assegura que a dívida tarifária não é, contudo, algo que preocupe muito a EDP. “É um bom activo, é pago a tempo e horas”, afirmou o CFO da EDP. Mas mesmo assim o grupo pretende progressivamente desfazer-se da dívida tarifária.

 

A EDP estima que a dívida tarifária global do sistema eléctrico português aumente este ano cerca de 500 milhões de euros, para 5,3 mil milhões de euros (dos quais 2,6 mil milhões são crédito da EDP e o restante já foi cedido a terceiros), ficando nesse nível em 2015 e começando a descer em 2016, para em 2020 ser reduzida a 500 milhões de euros.

 

* O jornalista viajou a Londres a convite da EDP

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