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EDP sobe mais de 3% em dia de quedas fortes nas bolsas

Os resultados de 2017 que a eléctrica apresentou na quinta-feira estão a ser bem recebidos na bolsa.

É talvez a eleição mais mediática deste ano de entre as cotadas. Já disse, a propósito da sua recondução, que 'tudo depende dos accionistas'. As notícias têm apontado no sentido da sua saída, mas não é certo que isso aconteça. Disso mesmo deu conta, recentemente, o jornal Público. Mais certa é a substituição de Eduardo Catroga como presidente do conselho geral e de supervisão. A assembleia está marcada para 5 de Abril.
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 02 de Março de 2018 às 15:43
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As acções da EDP estão a negociar em alta acentuada numa sessão que está a ser marcada por perdas fortes nas bolsas europeias devido aos receios com o impacto de uma guerra comercial, depois do presidente de os Estados Unidos ter anunciado a imposição de tarifas sobre o aço e alumínio.

A EDP está a beneficiar com os resultados de 2017 apresentados na quinta-feira e que, de acordo com os analistas do BPI, ficaram "ligeiramente acima do esperado" em termos ajustados.

 

Nas bolsas europeias os índices caem mais de 1% e a praça portuguesa regista um desempenho menos negativo devido à subida das acções da EDP e também do BCP, que beneficia com a notícia que vai entrar no índice Stoxx600 a partir de 19 de Março.

 

A EDP iniciou a sessão em alta, tendo acentuado a tendência positiva após a conferência da empresa com analistas, onde foi transmitida uma mensagem positiva, nomeadamente ao nível do pagamento de dividendos e de metas de resultados.

 

As acções valorizam 3,13% para 2,804 euros, reduzindo as perdas acumuladas para menos de 3% e elevando a capitalização bolsista para 10.238 milhões de euros.

 


A empresa liderada por António Mexia anunciou ontem que os lucros da EDP subiram 16% e voltaram a superar a barreira dos mil milhões, o que não acontecia desde 2014. A EDP beneficiou com as mais-valias obtidas com a venda de activos, sendo que a impactar negativamente as contas da eléctrica esteve a "seca extrema em 2017, um dos quatro anos mais secos em Portugal desde 1931, com um impacto negativo a rondar os 300 milhões de euros". Já as políticas em vigor em Portugal tiraram quase 200 milhões à eléctrica.

 

A eléctrica decidiu manter o dividendo de 19 cêntimos por acção, o que confere às acções uma rendibilidade acima de 6%.

 

Numa nota de research em reacção aos resultados, os analistas do BPI dizem que os ganhos extraordinários com a venda de activos ficaram abaixo do esperado, mas os lucros ajustados superaram as previsões do banco em 7%.  

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