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EDP alcança a quota de mercado mais alta dos últimos três anos

Grupo reforça a posição no mercado livre para 45,7% e recupera a liderança no fornecimento de clientes industriais.

O Haitong avalia as acções da EDP em 3,35 euros, o que implica um potencial de valorização 19%. A recomendação é de comprar.

O banco de investimento assinala que a EDP está a negociar com “múltiplos muito atractivos”, apesar dos factores favoráveis que deverão impulsionar os resultados no segundo semestre, tais como as boas condições na geração de energia e a valorização do real. Se a avaliação da EDP tivesse em conta os preços-alvo da Haitong para a EDP Renováveis e EDP Brasil, e não as cotações actuais, a avaliação da EDP seria de 3,63 euros.

O Haitong destaca que a cotada liderada por António Mexia está exposta ao risco soberano de Portugal, pelo que um agravamento nos “spreads” da dívida portuguesa “terá um impacto negativo na acção”. Isto apesar de a EDP estar a reduzir o endividamento, o custo da dívida (30 pontos base entre 2016 e 2018) e ter as suas necessidades de financiamento cobertas até 2019.
Miguel Baltazar/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 06:00
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A EDP aumentou a sua quota no mercado liberalizado de electricidade, passando de 44,6% em Fevereiro para 45,7% em Março, segundo o mais recente relatório da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Trata-se da quota mais alta conseguida pela EDP em mais de três anos. É preciso recuar a Dezembro de 2010 para encontrar uma posição mais destacada da eléctrica portuguesa: nessa altura o grupo tinha 46,4% do fornecimento de energia no mercado livre.

O reforço da liderança da EDP em Março ocorreu em prejuízo, principalmente, dos seus concorrentes mais directos. A Endesa e a Iberdrola perderam meio ponto percentual de quota cada uma, recuando para 20,2% e 19,5%, respectivamente. E também a Gas Natural Fenosa, a Galp e a Fortia sofreram reduções, embora mais ligeiras, das suas quotas.

Em Março, a EDP conseguiu ampliar a sua posição em todos os segmentos do mercado liberalizado, tendo especial relevância a recuperação do primeiro lugar no abastecimento de clientes industriais, cuja liderança a EDP tinha perdido em Novembro de 2013 para a Iberdrola. Em 2014, o grupo presidido por António Mexia recuperou no segmento industrial, crescendo dos 29,7% de quota em Fevereiro para 30,8% em Março. A Iberdrola passou a ser o segundo "player" no fornecimento de electricidade às indústrias, recuando de 30,8% para 30,2%, segundo a ERSE.

Na classe de grandes consumidores, a EDP continuou a ser o maior fornecedor, alcançando em Março uma quota de 30,2%. No segmento dos pequenos negócios, que é a classe de consumo empresarial em que a penetração da eléctrica portuguesa é mais elevada, a EDP atingiu uma posição de 48,5%.

Quota da EDP no segmento doméstico sobe há quatro meses

No abastecimento a consumidores domésticos de electricidade, a EDP voltou em Março a ampliar a sua quota de mercado, atingindo os 82,8%. É o quarto mês seguido em que o grupo presidido por António Mexia consegue reforçar a sua posição no segmento residencial.

Nesta categoria de consumo, o segundo "player" continuou a ser a Iberdrola, apesar de um ligeiro recuo da sua quota, para 5,4%. Em terceiro lugar, a também espanhola Endesa perdeu igualmente algum negócio, com a sua posição a recuar para 5,1%. O quarto maior fornecedor das famílias portuguesas no mercado liberalizado é a Galp, com 4,2%, seguida da Gas Natural Fenosa, com 2,5%.

O reforço das quotas da EDP reflectiu-se nos índices de concentração do mercado. "A evolução dos indicadores em termos de consumo revelou um acréscimo da concentração empresarial no mercado liberalizado entre Fevereiro e Março", aponta o relatório que a ERSE acaba de publicar.

 
Mercado livre já conquistou 368 mil famílias este ano

No primeiro trimestre deste ano, mais de 368 mil famílias migraram do mercado regulado de electricidade para o mercado livre. De acordo com os números da ERSE, em Março o mercado liberalizado contava com quase 2,59 milhões de clientes domésticos, face a 2,22 milhões em Dezembro de 2013. No segmento empresarial, perto de 2 mil clientes passaram do mercado regulado para o liberalizado ao longo do primeiro trimestre de 2014.

 

Os dados do regulador da energia mostram que no final de Março o mercado livre contava com um total de 2,64 milhões de clientes, cujo consumo agregado correspondia a 76,3% do total de electricidade consumida no País. Um valor que compara com o peso de 75% que o mercado liberalizado assumia no mês anterior e com 64,3% em Março de 2013. Nas tarifas transitórias (reguladas) permanecem ainda 3,4 milhões de clientes, segundo a ERSE.

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