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EDP e CTG analisam investimento em centrais hídricas no Brasil, Angola e Moçambique

O administrador da EDP, João Marques da Cruz, disse esta quinta-feira que a eléctrica nacional e a China Three Gorges (CTG) estão a estudar hipóteses de investimentos em centrais hídricas no Brasil, em Angola e Moçambique.

João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 17:13
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O gestor justifica esta opção pelas relações “naturais” que estes mercados têm com a EDP, em que o grupo é uma “mais-valia” para os accionistas chineses.

 

“A CTG é o nosso parceiro estratégico primordial, e os nossos alvos são sítios que a EDP pode acrescentar valor e são aqueles que conhece”, disse Marques da Cruz à margem do road show que a empresa promove em S. Paulo, Brasil, com 40 fornecedores nacionais.

 

O mesmo administrador acrescentou que apesar de estes serem os mercados primordiais, “também estamos a analisar projectos noutras geografias”. À cabeça surge o Médio Oriente, onde há projectos de grande monta sobretudo na energia solar. “Todas as grandes empresas estão a olhar para aí”, sublinhou.

 

Especificamente em relação ao Brasil, Marques da Cruz diz que é vontade da EDP “cativar a CTG para este mercado”. O que, revela não ser difícil, dado o perfil do accionista chinês. “A CTG aposta, sobretudo, nas renováveis hídricas. É, por isso, muito fácil cativar para o Brasil, que é um dos países do mundo com mais potencial hídrico”. O mesmo administrador não quis confirmar de que esta entrada da empresa asiática se pode dar já nos investimentos que a EDP tem a decorrer no país, nas centrais de Jari e Cachoeira do Caldeirão.  

 

Relativamente a África, questionado se já não é tarde para o grupo entrar naquele continente, o gestor referiu que ao contrário do que aconteceu no passado, em que a aposta foi a distribuição, a estratégia agora passa pela geração. “É a estratégia certa para uma empresa estrangeira”, afirmou.

 

Se a EDP está a servir como mediador da CTG para a entrada nos mercados lusófonos, o mesmo não se deve passar com a entrada da eléctrica portuguesa em países em que a empresa chinesa tenha presença. Matos da Cruz defende que não há aí interesse estratégico.  

 

Além do investimento, o acordo entre a EDP e a CTG pressupõe a compra de posições minoritárias da EDP pela companhia chinesa. A primeira já ocorreu, em Portugal, com a compra de participações do grupo liderado por António Mexia, sobretudo em parques eólicos, no valor de 359 milhões de euros. Segundo, Marques da Cruz o processo vai continuar e as futuras compras do accionista chinês terão um perfil: “eólicas e europeias”, rematou. 

 

*o jornalista viajou para o Brasil a convite da EDP

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