Energia EDP ganha financiamento comunitário de 30 milhões para o projecto Windfloat

EDP ganha financiamento comunitário de 30 milhões para o projecto Windfloat

O primeiro consórcio a desenvolver eólicas “offshore” em Portugal vai ter acesso a fundos comunitários para construir um parque de 27 megawatts no mar, no âmbito de um programa da Comissão Europeia que distribuirá no total de 1,2 mil milhões de euros.
EDP ganha financiamento comunitário de 30 milhões para o projecto Windfloat
Miguel Prado 18 de dezembro de 2012 às 12:42

O projecto Windfloat, que está a ser desenvolvido por um consórcio liderado pela EDP, ganhou um financiamento comunitário, através do programa NER300, de 30 milhões de euros, num leque de 23 projectos seleccionados pela Comissão Europeia.

 

No total, Bruxelas concedeu “mais de 1,2 mil milhões de euros de financiamento a 23 projectos altamente inovadores no domínio das energias renováveis”, refere um comunicado da Comissão Europeia.

 

O Windfloat, onde, além da EDP, entra também a espanhola Repsol, já tem uma torre eólica instalada no mar, ao largo da Póvoa de Varzim, com uma potência de 2 megawatts (MW), mas o projecto prevê o desenvolvimento de um parque com cinco torres e uma potência total de 27 MW.

 

Este novo parque, a ser instalado a 14 quilómetros da costa portuguesa, será dividido em duas fases. Na primeira haverá duas torres flutuantes, cada uma com uma turbina de 3 MW. Posteriormente o consórcio deverá instalar mais três estruturas, mas cada uma delas com um aerogerador de 7 MW.

 

Recorde-se que a primeira torre, já a produzir electricidade, envolveu um investimento do consórcio próximo dos 20 milhões de euros, que incluiu não só a turbina produzida pela dinamarquesa Vestas mas também toda a estrutura de suporte, que inclui uma plataforma flutuante de base triangular. 

 

O maior financiamento concedido nesta primeira edição do NER300 foi para um projecto de bioenergia a desenvolver na Holanda, que receberá 199 milhões de euros de apoios comunitários. Outro projecto semelhante será desenvolvido em França com verbas comunitárias no valor de 170 milhões de euros.

 

Houve ainda verbas distribuídas para diversos projectos de energia solar de concentração (na Grécia, Espanha e Chipre), energia geotérmica, dos oceanos e eólica.




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