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Endesa garante ter “ferramentas poderosas” para receber clientes do leilão da Deco

O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, não antecipa os termos da oferta feita para atrair 587 mil clientes, mas garante que a proposta é “melhor que os preços que estão no mercado” e admite que a comissão a pagar à Deco sai mais barata que os custos de angariação directa dos clientes.

Endesa planeia investir 10.300 milhões entre 2010 e 2015
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 03 de Maio de 2013 às 17:30
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O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, assegura que a empresa está preparada para receber todos os clientes que queiram contratar a oferta que a Endesa apresentou no leilão da Deco, tendo o mesmo responsável garantido ao Negócios que a empresa tem “ferramentas poderosas” para gerir o fluxo de novos consumidores.

 

A Endesa tem actualmente cerca de 250 mil clientes em Portugal, de acordo com Nuno Ribeiro da Silva. Pelo leilão da Deco poderão ir para a Endesa, no limite, outros 587 mil consumidores. Mas o presidente da Endesa Portugal acredita que a migração será “um processo gradual”. A Deco deverá nos próximos dois meses contactar os consumidores inscritos no leilão para recolher as intenções de contratação da oferta da Endesa.

 

Os termos da proposta da eléctrica espanhola não foram ainda revelados. A associação de defesa dos consumidores remeteu para segunda-feira a apresentação das condições concretas da oferta feita pela Endesa. Nuno Ribeiro da Silva não quis antecipar pormenores.

 

O mesmo responsável nota que “houve um esforço muito grande de poder fazer uma proposta bastante competitiva e melhor que os preços que estão no mercado”, tendo a Endesa levado a cabo um processo de optimização dos seus custos para poder preparar a oferta no leilão da Deco.

 

Nuno Ribeiro da Silva não se mostrou preocupado com o pagamento à Deco de uma comissão por cada cliente angariado, que deverá rondar os 15 euros por contrato. O líder da Endesa diz que o valor não está fechado. Mas aceita o pagamento da referida comissão. “O meu racional é comparar os meus custos comerciais de angariação de clientes, que são muito elevados, com os custos do leilão da Deco”, explicou Nuno Ribeiro da Silva.

 

O presidente da Endesa Portugal nota que em termos de capacidade de resposta aos clientes a empresa foi abrindo diversos pontos de atendimento nas instalações da Loja do Cidadão, o que permite à Endesa lidar presencialmente com os consumidores.

 

Sobre o processo de leilão, Ribeiro da Silva refere ainda que o grupo está “muito habituado” a este tipo de operação. “É uma situação que vivemos regularmente nos mercados onde estamos”, comentou o presidente da Endesa Portugal.

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