Energia Eni/Galp começa a preparar furo de petróleo no Alentejo

Eni/Galp começa a preparar furo de petróleo no Alentejo

O consórcio diz que vai realizar o furo de pesquisa ao largo de Aljezur assegurando as "condições máximas de segurança".
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André Cabrita-Mendes 17 de maio de 2018 às 18:59

Depois de obtidas todas as autorizações, a Eni/Galp vai começar a preparar-se para realizar o furo de pesquisa de petróleo na bacia do Alentejo. O furo pode agora ter lugar entre 15 de Setembro e 15 de Janeiro e os trabalhos vão ter a duração de 46 dias.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou na quarta-feira que este furo dispensa uma avaliação de impacte ambiental por não representar impactos ambientais significativos. 

Em reacção, o consórcio diz que a APA "confirmou que os estudos ambientais e as avaliações de risco já desenvolvidas no âmbito do projecto Santola 1X são exaustivos, não tendo identificado qualquer impacto ambiental negativo relevante".

"A Eni e a Galp responderam escrupulosamente a todas as exigências colocadas pela legislação aplicável, bem como às solicitações levantadas pelas várias instituições públicas envolvidas no processo", segundo declarações do consórcio Eni/Galp esta quinta-feira, 17 de Maio.

"O consórcio Eni-Galp regista esta decisão, que confirma os resultados dos detalhados estudos de impacto ambiental e avaliações de risco que foram conduzidos, e das medidas de mitigação de risco adoptadas", segundo as petrolíferas.

A Eni-Galp garante que vai "agora desenvolver as actividades de planeamento para iniciar os trabalhos de forma segura dentro das condições estabelecidas pela APA. O poço irá realizar-se com o recurso às tecnologias mais avançadas e às práticas operacionais mais exigentes, assegurando as condições máximas de segurança".

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O objectivo deste poço é confirmar a possível presença de hidrocarbonetos neste sector do "offshore" (mar) português, que se localiza a mais de 46 quilómetros do ponto mais próximo da costa e a uma profundidade de cerca de 1000 metros, e que não é visível a partir de terra", explica o consórcio.

Depois da decisão da APA, o Governo afirmou que o facto do furo avançar deve-se ao cumprimento de contratos já firmados pelo Estado Português, destacando a importância do petróleo para o país, caso seja encontrado. "Trata-se apenas de prospecção, de pesquisa, e isso em que consiste o furo. A confirmar-se a existência de petróleo isso contribuirá para a substituição de importações. A factura da importação de petróleo pesa negativamente na balança comercial e é muito elevada. Até reduzir a dependência de petróleo vamos precisar dele para vários fins", afirmou o primeiro-ministro em exercício Augusto Santos Silva na quinta-feira.

Ao mesmo tempo, o Executivo de António Costa anunciou a suspensão de novas licenças de petróleo até ao final da legislatura em 2019, mantendo-se inalterados os furo da Eni/Galp e da australiana Australis na Batalha e Pombal.





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