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Ferreira de Oliveira: "O mercado de combustíveis é o mais transparente" de todos

O mercado dos combustíveis é altamente concorrencial e, entre todos os mercados de produtos em Portugal, é mesmo o mais transparente de todos. A garantia é dada, em entrevista ao Público, por Ferreira de Oliveira, presidente da Galp que, cansado das interferências do Governo, diz que preferia voltar aos preços regulados.

Pedro Elias
Negócios 13 de Março de 2015 às 08:59
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Queixoso das sucessivas intervenções do Governo no sector, Ferreira de Oliveira, presidente da Galp, argumenta que "o mercado de combustível é o mercado, de todos os mercados de produtos portugueses, aquele que é mais transparente em Portugal". E diz que, em vez de ver o Estado permanentemente a intervir na sua actividade, preferiria que se regressasse aos preços regulados.

 

Numa entrevista concedida ao jornal Público a partir de Londres, onde a empresa realizou o Capital Markets Day, o gestor volta a queixar-se das taxas que o Governo impôs sobre os activos da refinação, primeiro, e sobre as vendas de gás, depois, argumentando que elas retiram competitividade à empresa, mas também que criam um grande problema de igualdade.

 

"Acha justo que a refinaria de Sines pague uma taxa sobre o activo e não pague a Auteuropa que está ao lado? e não pague uma fábrica de cimentos que que está ao lado"?

 

O presidente da Galp diz que, se o Estado quer amealhar contribuições para o momento difícil que o País atravessa, que aumente os impostos sobre as empresas – mas todas elas. A selectividade não se justifica, tanto mais que o sector é transparente e extremamente competitivo.

 

Então e as rendas sobre a energia, que a troika tanto atacou, não existem, questionou o Público? "Eu li o primeiro documento da troika e falei com as autoridades portuguesas que estiveram na sua negociação. E não há uma palavra sobre o negócio do gás e dos combustíveis", replica Ferreira de Oliveira, para concluir que a troika fez mira ao sector da electricidade, não aos dos combustíveis.

 

Face às sucessivas interferências das autoridades públicas, o presidente da Galp diz que "preferiria 50 vezes ter preços regulados do que ter a discussão permanente [com o Governo]. Isto é, ou o Estado acredita que existe concorrência no mercado ou não acredita. Se existe um abuso de poder de mercado, o Estado deve multar as empresas e deve prender quem o faz. é ilegal. Se existe mercado, deve respeitar as leis de mercado. Se não fica satisfeito com a forma como o mercado funciona, regula, e regula definindo os preços".

 

Ferreira de Oliveira garante que a concorrência existe neste sector, que ela é visível todos os dias no mercado: "As autoridades da concorrência fazem todas as investigações e não encontram nenhum incumprimento legislativo". 

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