Energia Finerge compra dois parques eólicos à Martifer

Finerge compra dois parques eólicos à Martifer

A segunda maior empresa de energia renovável em Portugal reforça a sua capacidade instalada para mais de 900 MW. A Martifer revela que o "equity value" de 100% dos parques eólicos agora alienados foi de 23 milhões de euros.
Finerge compra dois parques eólicos à Martifer
Pedro Nortoin lidera a Finerge desde setembro de 2018
Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro 20 de março de 2019 às 17:16

A segunda maior empresa de energia renovável em Portugal reforça a sua capacidade instalada para mais de 900 MW.

A Finerge, empresa de energias renováveis que é detida pelos australianos da First State, anunciou esta quarta-feira o reforço da sua presença no mercado português com a aquisição de dois parques eólicos.

Num comunicado, a empresa que é liderada por Pedro Norton de Matos desde o ano passado revela que adquiriu os Parques de Vila Franca de Xira (12,6 MW) e Baião (6,3 MW), que são detidos em partes iguais pela Martifer e pela SPEE.

A Finerge revela que a aquisição adiciona 18,9 MW à capacidade instalada da companhia, que assim atinge 908,1 MW.

"O preço de venda, equity value, de 100% das ações das sociedades detentoras dos referidos Parques Eólicos, ascendeu a 23 milhões de euros, sendo que a Martifer detinha 50 % de cada uma das sociedades", revelou a Martifer num outro comunicado enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


"Esta aquisição está alinhada com a nossa estratégia de crescimento e é uma prova do nosso empenho em continuar a investir em Portugal. Espelha também o nosso continuo contributo para apoiar os esforços do país no caminho para neutralidade carbónica", afirma o CEO da Finerge Pedro Norton, que antes deste cargo ocupava a presidência executiva da Impresa.

Após a aquisição, a Finerge terá um portfólio de 43 centrais eólicas, "consolidando assim a sua posição como segundo maior produtor de energia eólica, em Portugal".

A Finerge foi comprada pelos australianos da First State em 2015 aos italianos na Enel por 900 milhões de euros. Atualmente emprega 200 pessoas e tem uma faturação anual de 170 milhões de euros.  

A líder na produção de energia renovável em Portugal é a EDP. A quarta maior, a Novenergia, foi recentemente adquirida pelos franceses da Total, num negócio que segundo o Expresso atingiu 600 milhões de euros. A Iberwind, que em 2015 foi vendida pelo fundo Magnum Capital ao grupo chinês Cheung Kong por mil milhões de euros, é a terceira maior em Portugal.

A Martifer revela ainda que "esta alienação insere-se na estratégia do Grupo de rotação de ativos, cristalização de valor e redução da dívida."




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