Energia Fundação Gulbenkian procura novos investimentos. Portugal não é prioridade

Fundação Gulbenkian procura novos investimentos. Portugal não é prioridade

A fundação está à procura de novos investimentos que se enquadrem nos objetivos do desenvolvimento sustentável e que garantam a perpetuidade da fundação. Postas estas prioridades, Portugal não vai ser necessariamente "privilegiado", diz a presidente.
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Lusa
Ana Batalha Oliveira 17 de junho de 2019 às 14:53

A venda da Partex deixa um "vazio" no portefólio da Fundação Calouste Gulbenkian(FCG) que terá de ser preenchido. Embora o investimento em Portugal não esteja excluído, a presidente da fundação, Isabel Mota, diz que vai olhar sobretudo ao rendimento, de forma a garantir o futuro da FCG.

 

"Vamos privilegiar o melhor rendimento que pudermos alcançar, é essa a nossa obrigação", afirmou Isabel Mota, na conferência de imprensa onde foi anunciada a venda da Partex". A Fundação quer garantir a sua perpetuidade e "os recursos necessários para garantir a atividade e ampliação". "Não há preocupação de privilegiar o mercado português. Não quer dizer que não aconteça", esclareceu.

 

As opções para novos investimentos estão completamente em aberto, diz a presidente. "Não temos uma lista. Temos de olhar, ver", disse Isabel Mota. Esta análise vai ser feita durante os próximos seis meses, o período de transição no qual a venda vai ser trabalhada de forma a estar totalmente concluída no final do ano.

 

A Partex era parte do portefólio da FCG há quase 60 anos, pesando agora entre 18% a 20% no total dos ativos, uma "relação umbilical", tal como é descrita por Isabel Mota, que se "tem vindo a desvanecer". Esta era uma "concentração muito grande, apesar de tudo", considera a presidente. Desta forma, vai poder ser alargada a diversidade dos investimentos.

 

A partir de agora, o plano é continuar "na linha do que fazemos para os restantes 80% dos recursos, de acordo com as melhores práticas", apontou a presidente. A fundação deverá alinhar os futuros investimentos com os grandes objetivos do desenvolvimento sustentável. Embora sem nunca especificar, Isabel Mota concedeu que as energias renováveis se encaixavam no perfil de investimento que pretende.

 

A Partex foi vendida à tailandesa PTT Exploration and Production (PTTEP) por 622 milhões de dólares (o equivalente a 553,3 milhões de euros), depois de mais de um ano de negociações e avaliação de candidatos por parte da Fundação.

 




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