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Galp e Eni vão explorar petróleo na costa alentejana (act.)

A empresa italiana tornar-se-á operadora e promotora da exploração, com uma participação de 70%. A Galp assegura os restantes 30%. A parceria surge após a falha da recente investida da petrolífera nacional em Marrocos.

Correio da Manhã
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 18 de Dezembro de 2014 às 17:30
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A Galp Energia assinou um acordo com a multinacional italiana Eni para a exploração de petróleo na região de fronteira portuguesa. A parceria abrange três áreas de concessão, com cerca de 9.100 quilómetros quadrados.

 

"O programa exploratório compreende a perfuração de um poço de exploração durante o próximo período exploratório", concretiza a informação enviada esta quinta-feira, 18 de Dezembro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A Eni "passará a deter uma participação de 70%, tornando-se operadora e promotora, sendo que a Galp Energia mantém uma participação de 30%", informou a petrolífera portuguesa.

 

As três concessões – denominadas Lavagante, Santola e Gamba – localizam-se na "região de fronteira no ‘offshore’ de Portugal".

 

Como avançou o Negócios no início de Dezembro, a Galp estava a negociar a entrada de um parceiro de investimento nos seus projectos "offshore", ao largo do Alentejo e de Peniche, depois de ter perdido 50 milhões com a sua investida em Marrocos.

 

Perfuração de poço em 2015

 

"A Galp Energia sozinha não tinha condições [para avançar com este projecto] e seria uma má gestão avançar sozinha num projecto desta complexidade. E também não tínhamos ainda a qualificação para sermos operadores em águas ultra profundas", afirmou o presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, no final da cerimónia de assinatura do acordo, de acordo com a Lusa.

 

Segundo o gestor, "a Galp não tem experiência para ser só operador" e, de acordo com as regras do sector, "o operador é aquele com maior participação". "Para ser operador em águas ultra profundas as empresas têm de ter uma qualificação internacional que a Galp não tem. A Galp só tem qualificação internacional para operar em terra em águas rasas - até 400 metros de profundidade", esclareceu.

 

Ora, a entrada da Eni neste consórcio vai possibilitar a perfuração de um poço "de entre 4 mil e 5 mil metros de profundidade, durante o ano de 2015", acrescentou o responsável, segundo o qual não há ainda "certeza" de que haja descobertas de petróleo.

 

Desde que a brasileira Petrobras anunciou o encerramento das actividades em Portugal, no final de 2013, a Galp começou a procurar novos parceiros para dividir a participação de 100% na concessão e o risco exploratório na Bacia do Alentejo.

 

A assinatura da parceria, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, contou com a presença do ministro do Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, Jorge Moreira da Silva, do secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, entre outras personalidades.

 

Em Portugal nunca foi feito um furo destes em 'ultra deep offshore' [águas ultra profundas]. Se for feito, e num prazo tão curto [até Outubro de 2015] será a primeira vez que acontece em Portugal e as perspectivas são inovadoras", afirmou, por seu turno, Artur Trindade.

 

(notícia actualizada às 19h55 com mais informação)

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