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Galp prevê atingir "centenas de megawatts" em energias renováveis nos próximos anos

A empresa diz que vai reforçar a sua aposta nas energias renováveis, com destaque para a energia solar em Portugal.

A Galp indicou que a taxa de execução dos projectos de extracção no Brasil não foi afectada pela situação política. Além disso, a regulação no país é mais favorável, com a participação mínima que a Petrobras tem de ter nos projectos de exploração a baixar. No segmento de refinação, a petrolífera indicou que iniciou no ano passado um sistema para melhorar a eficiência e que pode gerar uma margem adicional de um dólar por barril. O preço-alvo é de 15,10 euros com recomendação de 'neutral'.
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 20 de Fevereiro de 2018 às 14:06
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A Galp garante que vai continuar a desenvolver a sua estratégia de produção de electricidade a partir de fontes renováveis nos próximos anos. A empresa detém duas centrais eólicas em Portugal e anunciou em 2017 que pretendia reforçar a sua aposta nas renováveis. Passado um ano deste anúncio, a companhia diz que espera um crescimento assinalável nesta área no médio prazo.

 

"Queremos desenvolver uma posição mais forte em soluções de carbono mais baixas. Hoje já estamos a explorar oportunidades, particularmente na produção de energia solar. O que significa que prevemos ter umas centenas de megawatts de capacidade instalada no início da próxima década", disse o presidente da Galp, Carlos Gomes da Silva, esta terça-feira, 20 de Fevereiro.

 

"Estamos numa fase inicial nas energias renováveis. Mas gostaríamos de começar na Península Ibérica, onde a exposição solar é uma das melhores do mundo", revelou o líder da Galp durante o "Capital Markets Days" em Londres.

 

A empresa terá já um acordo para comprar várias centrais solares, incluindo algumas promovidas pelo ex-director da Direcção Geral de Energia (DGEG), Miguel Barreto, conforme avançou o jornal Expresso. A Galp também pediu recentemente uma licença à DGEG para construir a sua primeira central solar, localizada em São Teotónio, concelho de Odemira, com uma capacidade de seis megawatts, segundo a Lusa.

 

Apesar da aposta nas renováveis, a Galp defende que o petróleo e o gás natural vão continuar a ser muito importantes no futuro. "Acreditamos que os hidrocarbonetos vão continuar a desempenhar um papel vital em fornecer a procura crescente de energia", defendeu o presidente da Galp, analisando o cenário global em 2040. Contudo, Carlos Gomes da Silva destacou que as "renováveis vão continuar a ganhar peso dentro do mix energético total".

 

Em termos de investimento, a companhia espera investir uma média de mil milhões de euros por ano até 2020, com 85% a destinarem-se ao desenvolvimento de produção de petróleo no Brasil, Angola e Moçambique. Após 2020, a empresa prevê investir entre 5% a 15% em energias renováveis e novos modelos de negócio. 

 

A empresa apresentou esta terça-feira os seus resultados de 2017, tendo registado um crescimento dos lucros em 25% para 602 milhões. A companhia também anunciou que vai propor um aumento dos dividendos em 10% para 55 cêntimos.

* O jornalista viajou para Londres a convite da Galp

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