Energia Galp quer aumentar dividendo em 10% ao ano

Galp quer aumentar dividendo em 10% ao ano

A petrolífera portuguesa quer dedicar 400 milhões de euros por ano ao investimento na transição energética e reforçar em 10% o dividendo a ser pago aos acionistas.
Galp quer aumentar dividendo em 10% ao ano
Miguel Baltazar
Rita Faria 22 de outubro de 2019 às 07:46

No mesmo dia em que anunciou uma descida de 33% dos lucros nos primeiros nove meses do ano, a Galp Energia anunciou que espera aumentar o dividendo a ser pago aos acionistas em 10% ao ano nos próximos três anos.

 

"Este aumento reitera a confiança da Galp no seu plano financeiro e o seu compromisso em balancear investimentos de elevada qualidade, focados na criação de valor no longo prazo, com o crescimento da distribuição acionista", avança a Galp.

Numa nota de análise, citada pela Bloomberg, o analista do Mediobanca Alessandro Pozzi, avança que este aumento estimado deve ser visto como uma "novidade positiva", enquanto Biraj Borkhataria, analista do RBC, diz que a subida de 10% fica acima do esperado pelo mercado, que antecipava um reforço médio de apenas 6%.

 

Em comunicado, a petrolífera detalhou ainda que vai reforçar os valores de investimento a aplicar em projetos que promovam a transição para um modelo energético de menor intensidade carbónica.

 

Até 2022, o investimento anual líquido previsto situa-se entre 1 e 1,2 mil milhões de euros, dos quais mais de 40% serão dedicados "à captura de oportunidades relacionadas com a transição energética", incluindo o aumento do peso do gás natural no mix de produção, e o "desenvolvimento de um negócio competitivo de geração de eletricidade através de fontes renováveis".

 

"Estamos a preparar a Galp para o seu próximo ciclo de crescimento, em que seremos parte ativa da transição energética," afirma Carlos Gomes da Silva, CEO da Galp, citado no comunicado. "Vamos promover soluções económica e ambientalmente sustentáveis, mantendo, como sempre, o compromisso de uma atuação socialmente responsável que não deixe de assegurar o crescimento de longo prazo, a disciplina financeira e o retorno acionista".

 

O investimento médio em energias renováveis e em novos negócios deverá representar entre 10% e 15% de toda a alocação de capital.




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