Energia Galp: aumento de impostos vai travar venda de combustíveis

Galp: aumento de impostos vai travar venda de combustíveis

O agravamento fiscal terá impacto nas bombas de gasolina e as vendas poderão ser afectadas, receia a petrolífera, que garante estar preparada para abastecer transportadoras em Espanha.
Galp: aumento de impostos vai travar venda de combustíveis
Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes 08 de fevereiro de 2016 às 16:52

O Orçamento do Estado para este ano trouxe um agravamento do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Uma subida que vai elevar os preços de venda, com a Galp Energia a antecipar uma retracção no consumo. Carlos Gomes da Silva diz que essa é a "teoria geral da economia".

 

"É uma medida que tem impacto na indústria, mas sobre a qual não temos influência", começou por dizer o presidente-executivo da Galp esta segunda-feira, 8 de Fevereiro, durante a apresentação anual de resultados."É um imposto e, como qualquer imposto, é repercutível nos produtos que transaccionamos".

 

As vendas de combustíveis em Portugal e Espanha registaram um crescimento ao longo de 2015. O ano passado fechou com quatro trimestres de crescimento, a primeira vez que tal acontece. Mas podem cair com mais impostos.


Com a subida do ISP, a empresa receia que os consumidores portugueses abasteçam menos o carro, com Carlos Gomes da Silva a responder com a "teoria geral da economia: a produção de consumo é sempre retraída quando os preços sobem". 

 

Questionado se a Galp receia que as empresas transportadoras internacionais comecem a abastecer em Espanha em detrimento de Portugal, Gomes da Silva garante que a Galp está preparada para responder comercialmente e para abastecer estes clientes do lado de lá da fronteira.

 

"Temos que tornar este problema numa oportunidade. Se não os podemos abastecer em Portugal, tudo faremos para os abastecer em Espanha", sublinhou o CEO da Galp.

 

A empresa também anunciou que as refinarias de Sines e de Matosinhos vão sofrer obras de manutenção este ano: 55 dias para a primeira e 38 dias no caso da segunda. No entanto, as refinarias vão continuar a laborar durante este período.




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