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Comissão de Energia espanhola considera Repsol e Cepsa responsáveis pela descida artifical de preços à segunda-feira

A Comissão Nacional de Energia Espanhola (CNE) considera que a Repsol e a Cepsa são as responsáveis pela diminuição artificial dos preços no primeiro dia da semana (efeito segunda-feira), em locais onde estas empresas detêm uma posição dominante. Reduções que são alteradas dias depois.

Bloomberg
Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 02 de Agosto de 2013 às 14:04
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A prática das petrolíferas consiste, alegadamente, em baixar fortemente os preços dos combustíveis no primeiro dia da semana, para depois subi-los posteriormente, algo constatado pelo organismo espanhol em Março passado, onde identificou que operadoras responsáveis por esta conduta, segundo o “Cinco Días”.

 

Assim, segundo o comunicado da CNE, as comunidades autónomas que apresentam um “efeito segunda-feira” mais intenso são aquelas em que o preço antes de impostos é superior à média nacional, mas, sobretudo, naquelas em que a Repsol “ostenta uma quota de mercado superior a 40%”, e naquelas em que “a quota conjunta da Repsol e da Cepsa é superior a 50%”. As zonas mais afectadas por esta prática são as Baleares, a Rioja, Madrid, Galiza, Astúrias, País Basco e Castela e Leão.

 

A CNE sustenta que o fenómeno do “efeito segunda-feira” revela a ausência de concorrência “já que algumas empresas aplicam estratégias comerciais à margem das variações dos seus custos, representados pelas quotizações internacionais”. Desta maneira, “estas empresas exercem a sua capacidade de influenciar os preços de outros agentes com menor presença no mercado; e, como consequência, gera-se uma ‘sazonalidade anormal na evolução dos preços dos combustíveis’”.

 

A análise por gasolineiras revela que existem três grupos. O primeiro, onde se encontra a Repsol, que “se difere claramente do resto”, porque a sua estratégia de fixação de preços à segunda-feira “segue um padrão”, com maior intensidade e frequência, e porque contam com quotas de mercado elevadas nas suas áreas de influência.

 

O segundo grupo, onde estão a BP a Cepsa e a Galp, tem uma estratégia semelhante à do primeiro mas “com uma menor intensidade”. Por último, o grupo Bonárea opta por uma redução dos preços à segunda-feira considerada “irrelevante”.

 

Fontes da Cepsa afirmam que a empresa “tem a sua própria estratégia de mercado” e nela “não se encontra baixar os preços à segunda-feira”.

 

A Comissão Nacional de Concorrência anunciou no passado dia 30 de Julho que abriu uma investigação contra as petrolíferas Repsol, Cepsa, BP, Disa, Meroil e Galp, por suspeitar que estas empresas poderiam estar a combinar o preço dos combustíveis.

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