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Governo revê em baixa o crescimento das renováveis até 2020

Governo explica que "mantém a aposta nas fontes de energia renovável", mas que é preciso ajustar "excesso de oferta de produção de eletricidade decorrente da redução da procura" de forma a "mitigar os custos inerentes".

Lusa 28 de Fevereiro de 2013 às 17:00
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O Governo aprovou hoje a revisão dos planos que estabelecem metas no que toca à eficiência energética e às energias renováveis, revendo em baixa o crescimento das fontes renováveis até 2020.

 

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros de hoje, o Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis é redefinido "em função do cenário actual de excesso de oferta de produção de eletricidade decorrente de uma redução da procura, de forma a adequar e a mitigar os custos inerentes".

 

Na prática, o Governo reviu em baixa o crescimento das renováveis até 2020, o que se sentirá sobretudo na produção de energia, a partir do vento e do sol, passando dos anteriores 6,8 gigawatts (GW) e 1,5GW previstos pelo anterior Governo para 5,3GW e 0,55GW, respetivamente.

 

O Governo explica que "mantém a aposta nas fontes de energia renovável muito relevantes na promoção de um 'mix' energético equilibrado, que reforce a segurança de abastecimento e diminua o risco da variabilidade do preço de determinadas 'commodities' e respetivas implicações na fatura energética nacional".

 

Por seu lado, o principal objectivo da revisão do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética 2013-2016 é "projetar novas ações e metas para 2016, integrando as preocupações relativas à redução de energia primária para o horizonte de 2020, constantes da diretiva comunitária relativa à eficiência energética".

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