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Governo admite analisar cortes nas empresas de energia com "fundamento técnico"

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, garantiu hoje analisar todas as propostas de cortes nas empresas do sector "com fundamento técnico", mas lembrou que o Governo anunciou medidas que ainda estão a ser concretizadas.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 16 de Junho de 2014 às 18:46
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Questionado sobre a carta que 18 personalidades enviaram ao primeiro-ministro a pedir mais cortes nas rendas da EDP, Artur Trindade disse desconhecer o conteúdo do documento, contraponto que analisará "todas as propostas com fundamento técnico".

 

"Eu também peço sempre mais cortes, mas acabamos de anunciar cortes que estamos a concretizar", declarou, no final da divulgação dos resultados da conclusão da segunda fase de privatização da REN.

 

Em declarações aos jornalistas, o governante destacou que "houve cortes em várias actividades do sector que afectam negativamente todas as empresas, incluindo a que referiu" [EDP].

 

"Houve várias medidas no sentido de diminuir a remuneração às empresas que fazem geração de energia e que têm activos na área. Tudo no sentido de diminuir a remuneração das empresas, beneficiando ou o orçamento ou os consumidores. É a primeira vez que um Governo cortou as remunerações às empresas", declarou.

 

Ainda assim, admitiu que os signatários da referida carta poder ter "algum dado novo".

O antigo ministro da Indústria e Energia Mira Amaral é o primeiro signatário da carta que 18 académicos, gestores e empresários enviaram ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a pedir que corte mais nas rendas da EDP.

 

Segundo o jornal I, as 18 personalidades avisam que os cortes feitos na energia não chegam para travar défice e baixar preços e pedem mais, considerando que Portugal deve seguir o exemplo de Espanha e aplicar cortes mais agressivos nas rendas e custos do sector eléctrico.

Entre os signatários está Henrique Gomes, ex-secretário de Estado da Energia, que se demitiu em 2012.

 

 

 

 

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