Energia ING: Compra da EDP é positiva para a eléctrica mas pode obrigar à venda de activos nos EUA

ING: Compra da EDP é positiva para a eléctrica mas pode obrigar à venda de activos nos EUA

A compra da EDP por parte da CTG será benéfica para a eléctrica, considera o ING, quer em termos de "rating", quer no que respeita ao seu potencial crescimento. Mas os chineses precisam de garantir a aprovação por parte de vários países, e poderão ser obrigados a vender activos nos EUA.
ING: Compra da EDP é positiva para a eléctrica mas pode obrigar à venda de activos nos EUA
Reuters
Sara Antunes 15 de maio de 2018 às 12:44

"De uma perspectiva de crédito, pensamos que a aquisição da EDP pela China Three Gorges (CTG) é positiva", salienta o ING numa nota de análise a que o Negócios teve acesso.

 

O banco de investimento salienta que a notação de crédito da CTG é superior à da EDP, muito devido ao facto de ser detida pela República Popular da China. O ING salienta que a eléctrica portuguesa "pode beneficiar de subidas de ‘rating’" se for detida maioritariamente por uma empresa com uma notação superior.

 

Além deste contexto, o ING sublinha que o "crescimento da EDP pode beneficiar de um accionista com mais fundos".


Mas a aquisição da EDP ainda não está garantida. O ING realça que a CTG precisa de ver a operação aprovada por várias entidades, espalhadas por vários países. E isto num "ambiente hostil" no que respeita "a investimentos e políticas económicas chinesas".

 

O ING admite que, neste contexto, a empresa "tenha de vender os seus activos nos EUA", onde opera através da EDP Renováveis.

 

Além disso, o conselho de administração da EDP já se pronunciou sobre o preço oferecido, considerando-o "baixo". Recorde-se que a CTG lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP, oferecendo uma contrapartida de 3,26%, o que representa um prémio inferior a 5% tendo em consideração a cotação de fecho das acções na sexta-feira, antes de ser conhecida a operação.

"A CTG pode precisar de aumentar a oferta, o que poderá tornar difícil para outras ‘utilities’ europeias apresentar propostas concorrentes, ainda que não seja impossível", afirmam os analistas.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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