Energia João Lourenço recebeu Paula Amorim e fez questão de tornar o encontro público

João Lourenço recebeu Paula Amorim e fez questão de tornar o encontro público

Encontro sinaliza que o Presidente da República de Angola privilegia as relações institucionais com a Galp, circunstância que marginaliza Isabel dos Santos enquanto acionista minoritária da Amorim Energia.
João Lourenço recebeu Paula Amorim e fez questão de tornar o encontro público
Negócios 19 de junho de 2019 às 11:22

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, recebeu Paula Amorim, a empresária que lidera a Amorim Energia, que controla 33,34% da Galp e na qual tem como acionistas minoritários a Sonangol e Isabel dos Santos, através da holding Esperanza.

O encontro foi divulgado pela própria Presidência da República de Angola, na página de Facebook que criou no passado dia 12 de junho. No comentário a este encontro com a também presidente do conselho de administração da Galp, os administradores desta página oficial escreveram que "a cooperação no domínio energético foi o mote da conversa".

Esta reunião tem um significado político subjacente, na medida em que aponta para uma aproximação do Governo de Angola ao acionista de referência da petrolífera angolana, sendo que as relações deste com Isabel dos Santos, nos últimos anos, foram marcadas por um conflito surdo. Ao encontrar-se com Paula Amorim, João Lourenço está claramente a dar preferência ao fortalecimento de uma relação institucional.

Logo no início do seu mandato, João Lourenço admitiu a hipótese de a Sonangol vender a sua participação na Galp, mas essa estratégia não se concretizou. Contudo, a reforma do setor petrolífero concretizada pelo chefe de Estado angolano, a qual passa por focar a Sonangol no seu "core business", ou seja, a produção, poderá fazer com que a posição que detém na Galp seja transferida para outra entidade do Estado.

A Amorim Energia é controlada a 55% pela família Amorim, sendo que os restantes 45% estão divididos entre a Sonangol e a Esperanza Holding, sendo que a petrolífera angolana é maioritária, controlando 60% do capital.

A  nomeação dos corpos sociais da Galp, em março deste ano, já tinha sinalizado uma reaproximação entre a Galp e a Sonangol, tendo a petrolífera angolana indicado o nome de Carlos Pinto para integrar o conselho de administração da empresa portuguesa.




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