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Logoplaste não quer que aconteça à REN o que aconteceu à EDP

O presidente da Logoplaste, Filipe de Botton, não quer uma venda directa dos perto de 10% que o Estado ainda detém na gestora da rede energética portuguesa.

Filipe de Botton descarta reforço na REN
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 15 de Fevereiro de 2013 às 20:03
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A Logoplaste não quer que o Estado venda a sua posição na REN em negócios directos e fora da bolsa, como fez ontem com a EDP.

 

“Vemos como sendo da maior importância que o Estado venda a sua participação [na REN] directamente no mercado e não através de uma venda directa”, declarou à Bloomberg o presidente da Logoplaste, Filipe de Botton, que detém, através da sua participada EGP, 8,4% da REN.

 

O Estado é dono, através da Parpública (que gere as participações estatais em empresas), de 9,9% da REN – além da posição de 1,1% que está nas mãos do banco estatal Caixa Geral de Depósitos. Esta sua participação foi o resultado da privatização de uma participação de 40%, à State Grid (25%) e à Oman Oil (15%).

 

A REN foi alvo de privatização tal como a EDP. Na eléctrica, o Estado vendeu 21,35% e manteve 4,144%. Nesta quinta-feira, 14 de Fevereiro, a Parpública anunciou uma venda directa dessa posição a investidores institucionais que detinha, tendo conseguido 2,35 euros por acção (abaixo do valor negociado em bolsa na sessão anterior). Uma operação que fugiu à bolsa e é isso que Filipe de Botton não quer.

 

“O mercado tem tido uma percepção positiva sobre a REN e penso que isso vai continuar a acontecer, ou até aumentar, com a venda das acções no mercado bolsista”, acrescentou Botton nas declarações enviadas à Bloomberg. As acções da gestora da rede eléctrica nacional estão a ganhar mais de 13% desde o início do ano e fecharam hoje nos 2,325 euros. De 24 de Maio a 3 de Janeiro, os títulos da empresa gerida por Rui Cartaxo registaram uma trajectória algo estanque, tendo variado, nesse período, apenas entre os 1,90 e os 2,10 euros.

 

Com 8,4% da REN, a Logoplaste não se apresenta como uma candidata à compra de mais acções da companhia. “A nossa participação alcançou um nível que está em linha com as nossas decisões estratégicas em relação a esta temática”, respondeu o presidente da produtora de embalagens rígidas de plástico.

 

O Estado vendeu a sua participação na REN e na EDP como forma de cumprir o acordo de entendimento com a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), que obrigava a alienações das participações estatais em empresas privadas.

A REN vale hoje, em bolsa, 1.242 milhões de euros, pelo que a posição de cerca de 9,9% deverá valer cerca de 125 milhões de euros.

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