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Lucro da REN cai 5% até setembro para 86 milhões de euros

Os resultados da REN foram impactados pelo aumento da carga fiscal e pela baixa de juros de Portugal.

Lusa
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 15 de Novembro de 2019 às 17:22
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A REN – Redes Energéticas Nacionais registou um resultado líquido de 86,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que traduz uma queda de 5% face ao período homólogo.

A penalizar os resultados "esteve a carga fiscal, que se traduziu numa taxa efetiva de imposto de 39,5%, com a Contribuição Extraordinária para o Setor Elétrico (CESE) a representar 24,4 milhões de euros", justificou a empresa liderada por Rodrigo Costa em comunicado.

O EBITDA (lucros antes de impostos, amortizações e depreciações) situou-se em 368 milhões de euros, uma queda de 2,7%. "A evolução deste indicador decorre da descida das taxas de remuneração, em resultado da redução das taxas de juro das Obrigações de Tesouro e da base de ativos regulada".

Pelo contrário, a contribuir positivamente estiveram os resultados financeiros que, apesar de continuarem negativos em 39,4 milhões de euros, registaram uma melhoria de 9,3%, tendo beneficiado da diminuição da dívida líquida em 2,2% para 2,5 mil milhões de euros.

O investimento (CAPEX) aumentou 64,1% para 110 milhões de euros.

A nível operacional, a REN destaca que os primeiros nove meses do ano foram marcados por novos valores históricos de potência máxima nacionais: a produção eólica, em março, atingiu 4646 megawatts (MW) e a produção fotovoltaica, que em julho contava com cerca de 650 MW instalados, ultrapassou pela primeira vez os 500 MW de potência máxima. "Estes valores evidenciam o peso crescente das fontes de energia renovável, refletindo as prioridades da política de transição energética", sublinha a empresa.

(Notícia atualizada às 17:37)

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