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Lucros da Galp caem mas superam estimativas

A Galp Energia fecho o primeiro semestre do ano com um lucro de 115 milhões de euros, o que corresponde a uma queda de quase 29% face ao mesmo período do ano passado. A contribuir para a queda esteve a descida das margens de refinação.

1039 – Galp Energia – A petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva surge na posição 1.039 da lista, sendo a segunda maior cotada portuguesa. Perdeu 195 posições face ao “ranking” de 2014.
Bloomberg
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 28 de Julho de 2014 às 07:14
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A Galp Energia terminou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 115 milhões de euros, menos 28,8% do que os 162 milhões obtidos em igual período do ano passado, de acordo com o comunicado emitido esta segunda-feira, 28 de Julho, para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Nos três meses entre Abril e Junho, a petrolífera nacional registou lucros de 68 milhões de euros, menos 20,9% do que no ano passado. Os analistas consultados pela Reuters estimavam lucros de 48 milhões de euros.

 

A contribuir para a queda dos resultados da petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira esteve a redução das margens de refinação, cuja quebra foi de 85% para 0,4 dólares por barril no primeiro semestre. Já nos três meses terminados em Junho a margem de refinação foi mesmo negativa em 0,3 dólares por barril.

 

O EBITDA da Galp recuou 3,7% para 537 milhões de euros, uma queda justificada pela prestação do segmento de refinação e distribuição, que registou uma descida de 55,5% para 76 milhões de euros. Já a unidade de exploração e produção melhorou 19,3% para 211 milhões de euros e a de gás e electricidade aumentou 19,7% para 238 milhões de euros.

 

A produção média net entitlement de petróleo e gás cresceu 17,7% para 23,3 mil barris por dia, com o Brasil a contribuir para este comportamento. Neste mercado a produção média net entitlement melhorou 43,3% para 16,3 mil barris por dia, já em Angola verificou-se uma queda de 17% para 7,0 mil barris por dia.

 

O segmento de refinação e distribuição foi afectado pela redução da margem de refinação, bem como pela quebra na venda de produtos refinados, que diminuíram 8,1%. As exportações foram as que mais se ressentiram, tendo diminuído 30,9%, ainda que as vendas directas a clientes também tenham caído 3,6%. Recorde-se que a refinaria de Sines suspendeu a produção para fazer manutenção. 

 

Já a unidade de gas & power foi prejudicado pelas vendas a clientes directos, nomeadamente no segmento residencial e eléctrico, cujas quebras foram de dois dígitos.

 

No relatório hoje divulgado, a petrolífera revela ainda que o investimento diminuiu 2,5% para 463 milhões de euros.

 

(Notícia actualizada às 7h33 com mais informação)

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