Energia Maior petroleiro do mundo navega 20 mil quilómetros para reduzir emissões  

Maior petroleiro do mundo navega 20 mil quilómetros para reduzir emissões  

O maior petroleiro do mundo iniciou uma viagem de 20 mil quilómetros para uma zona de armazenamento de combustível na Ásia. A embarcação intriga o mercado de navegação e operadores de combustível há meses.
Maior petroleiro do mundo navega 20 mil quilómetros para reduzir emissões   
Bloomberg 17 de agosto de 2019 às 12:00

Com mais de 365 metros de comprimento, 16 anos de idade e capaz de armazenar cerca de um dia de consumo de petróleo da França e Reino Unido juntos, o Oceania deve chegar a Sungai Linggi, na Malásia, no fim de setembro, segundo os recentes sinais do petroleiro. A sua profundidade na água e movimentos anteriores indicam que o chamado transportador de petróleo ultragrande, detido pela Euronav, da Antuérpia, tem carga a bordo.

 

O Oceania, que atualmente passa pela África Ocidental, tem feito carregamentos no Mar Mediterrâneo desde março. O plano original da Euronav passava por usar um superpetroleiro para armazenar combustível e ajudar a sua frota a cumprir as novas regras da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) que entram em vigor em 2020 e obrigam navios mercantes a reduzirem as emissões de enxofre. A empresa não quis comentar o assunto várias vezes. A embarcação é o Oceania, de acordo com dados de rastreamento de petroleiros da Vortexa.

 

Quando o petroleiro chegar à Ásia Oriental, vai juntar-se a uma frota de transportadores que também estão a armazenar produtos que irão cumprir os regulamentos.

 

"É pouco comum e certamente uma maneira interessante de lidar com a história da IMO 2020", disse Eirik Haavaldsen, analista de transportes da Pareto Securities, em Oslo. "Não é isento de risco. Mas é interessante, e também é um pouco mais sofisticada que o resto das companhias de navegação. "

 

Estratégia IMO 2020

 

É difícil medir a exposição da Euronav às flutuações de preço, já que a empresa pode ter fixado os preços futuros do combustível, disse Haavaldsen. A Euronav disse durante uma conferência na semana passada que tomou emprestado outros 100 milhões de dólares em relação à sua estratégia de abastecimento IMO 2020, acrescentando que divulgaria mais informações em 5 de setembro.

 

A partir de janeiro, a grande maioria dos navios terá que utilizar combustível contendo menos enxofre, atendo às novas regras da IMO, que tem sede em Londres.

 

Combustíveis em conformidade com as regras da IMO provavelmente custarão significativamente mais do que o tipo que a maioria dos navios usa hoje, o que tem levado alguns donos de navios a investirem muitos milhões de dólares em equipamentos que permitam a queima do produto atual. No entanto, a maioria - incluindo a Euronav - optou por passar a usar combustíveis com baixo teor de enxofre.

As novas regras exigirão que as embarcações limitem o teor de enxofre a 0,5%, abaixo dos 3,5% na maior parte do mundo atualmente. Segundo estudos, o poluente causa chuva ácida e pode levar a problemas de saúde, como asma e até mesmo cancro do pulmão.




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