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Maioria da Martifer Solar USA vendida por 5,56 milhões de euros

A subsidiária norte-americana da Martifer Solar tinha pedido, em Janeiro, protecção contra credores.

Record
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A Martifer anunciou em comunicado à CMVM que, no âmbito do processo de reorganização da sua subsidiária para as renováveis nos Estados Unidos, que teve início em Janeiro passado, o tribunal do Nevada aprovou a venda da maioria dos activos daquela empresa.

 

"As dinâmicas do processo conduziram entretanto a que o tribunal do Nevada aprovasse a venda da maioria dos activos da Martifer Solar USA, Inc. à proponente BayWa por 7,6 milhões de dólares [5,56 milhões de euros]. O produto da venda está enquadrado com o valor contabilístico dos activos", refere o comunicado.

 

"A Martifer entende que este evento respeita unicamente à empresa Martifer Solar USA, Inc", conclui o documento.

 

O Capítulo 11 e o processo de reorganização

 

Recorde-se que a subsidiária norte-americana da Martifer Solar iniciou em Janeiro deste ano o processo de reorganização, ao pedir protecção contra credores ao abrigo do Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA.

 

Com efeito, a Martifer Solar USA, Inc. – sociedade indirectamente detida pela portuguesa Martifer Solar, na qual a Martifer detém 55% do capital social – comunicou a 23 de Janeiro que, "no seguimento do não entendimento negocial com um credor – iniciou voluntariamente um processo de reorganização", designadamente por submissão de requerimento nos termos do Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana, sublinha o comunicado enviado à CMVM.

 

"A Martifer Solar USA, Inc. entende ser este o procedimento mais eficaz para assegurar o normal prosseguimento da sua actividade e cujo plano de reorganização entende preservar todos os interesses de credores e stakeholders", dizia o documento, acrescentando que a empresa "dispõe de activos suficientes para cumprir com as suas obrigações perante terceiros, existindo uma mera necessidade de adequação da maturidade dessas dívidas".

 

A empresa sublinhava ainda que continuaria a ter o mercado dos EUA como estratégico. "Recordamos que a Martifer Solar reportou, nos resultados dos 9 Meses de 2013, um volume de negócios de 231,8 milhões de euros, EBITDA de 12 milhões de euros e resultado líquido de 200 mil de euros".

 

O comunicado referia ainda que a Martifer, dos irmãos Carlos e Jorge Martins, entendia que este evento respeitava unicamente à empresa Martifer Solar USA, Inc.

 

Mas, no dia 16 de Abril, a Bloomberg noticiava que a Martifer Solar se preparava para vender a sua subsidiária nos Estados Unidos, em rota de colisão com uma das instituições financeiras com que trabalhava, o Cathay Bank.

 

No dia seguinte, 17 de Abril, a Martifer Solar assegurou ao Negócios que não pretendia vender a sua operação nos EUA, mas apenas reorganizar a sua empresa norte-americana, com vista a assegurar que o plano de recuperação "é aquele que maximiza o valor para os credores da sua subsidiária".

 

"Os EUA representam actualmente um dos mercados com maior potencial no sector fotovoltaico e a Martifer está empenhada em manter a sua presença neste mercado", sublinhou nessa altura o grupo, em resposta a questões colocadas pelo Negócios a propósito das informações avançadas pela Bloomberg.

 

Sublinhe-se que quando uma empresa fica ao abrigo de credores no âmbito do Capítulo 11 da Lei de Falências, ou entra em processo de falência ou em processo de reestruturação. Neste segundo caso, dispõe de um prazo para apresentar o seu plano de reorganização.

 

A Martifer encerrou a sessão de hoje em Lisboa a subir 0,18% para 56 cêntimos.

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