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Santos Pereira: Ministério da Economia de Passos denunciou casos de corrupção à Justiça

Álvaro Santos Pereira prefere não avançar nomes depois de ter assinalado que a corrupção foi um dos fatores que mais pesou na bancarrota. Paralelamente, afirma que a EDP tentou envolver-se na construção de políticas, embora a ajuda da elétrica tenha sido alegadamente rejeitada.

Manuel de Almeida/Lusa
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 07 de Fevereiro de 2019 às 21:18
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Depois de ter culpado o "compadrio entre Estado e privados" pela bancarrota em Portugal, Álvaro Santos Pereira recusa-se a nomear os casos, mas diz ter denunciado os mesmos à Justiça.


"Este tipo de coisas deve ser feito na Justiça. Se sei de algum caso, denuncio, passo informação a quem devo. E nestas e outras áreas, passámos informação", declarou Santos Pereira perante a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Pagamento de Rendas Excessivas aos Produtores de Eletricidade, esta quinta-feira, 7 de fevereiro. 

Santos Pereira diz que a EDP chegou a oferecer ajuda jurídica para a elaboração das medidas onde estariam previstos os cortes, com o argumento de que o Estado não teria recursos suficientes, proposta que terá rejeitado. "Fiz questão [de rejeitar] porque nesta área nós sabíamos que havia muitos interesses e lóbis". Garantiu ainda que as propostas de medidas da EDP não tinham "nada a ver" com as do Governo. Acusa, inclusivamente, as propostas da elétrica de serem "ótimas engenharias financeiras" mas não se traduzirem em cortes efetivos. 

O ex-ministro da Economia avançou esta informação depois de ter reiterado a existência de lóbis e de corrupção em Portugal. "Há bastante evidência de que, se Portugal chegou onde chegou, a uma situação de pré-bancarrota, ou mesmo de bancarrota, foi não só por termos levado a cabo políticas irresponsáveis mas também porque houve práticas de corrupção e de compadrio entre os privados e o Estado", afirmou. 

Para o ex-responsável da Economia, "quem questiona que o nosso país tem sido palco de corrupção, está a questionar o inquestionável". 

Já na intervenção inicial, o ex-ministro criticou os "lóbis e interesses instalados" com os quais se confrontou na altura em que integrou o Governo, acrescentando que o cenário em que as "leis feitas pelos próprios privados e produtores que delas beneficiavam" era particularmente evidente no setor da Energia.




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